1. Antes de mais, pergunta a ti próprio: Será que preciso mesmo de fazer esta operação? As pessoas devem estar, se possível, satisfeitas com a sua imagem: é importante tratarmos do nosso corpo, fazer exercício, levar a cabo uma dieta equilibrada. Mas será necessário ter um corpo de modelo? Se és jovem, não é conveniente submeteres-te a uma operação apenas para mudar a tua imagem, pois o teu corpo está em desenvolvimento.

2. Certifica-te que o hospital ou a clínica (com sala de operações, enfermeiras, anestesistas credenciados, sala de pós operatório, etc.) onde vais efectuar a cirurgia, oferece todas as garantias profissionais.

3. Não escolhas o cirurgião apenas por questões financeiras. Preços baixos podem significar falta de qualidade do material ou do serviço. Deves pois informar-te bem sobre a qualidade do material que vai ser utilizado contigo, especialmente no que diz respeito a implantes.

4. Escolhe um cirurgião especializado em Cirurgia Plástica e Reconstrutiva e verifica se obteve o título da especialidade. Para obteres mais informações sobre qualquer médico especialista podes contactar a Ordem dos Médicos.

5. Escolhe um cirurgião experiente e com boa preparação. Conversa com outras pessoas que tenham sido operadas pelo cirurgião que escolheste. É importante que conheças bem o cirurgião plástico antes de efectuares a intervenção, de forma a que ele possa encontra a solução que melhor se adapta ao teu caso. Fala com ele e coloca as tuas dúvidas e inquietações e pede que te esclareça sobre aspectos da intervenção que desconheças, como por exemplo, a anestesia, o pós-operatório, a recuperação, as cicatrizes, etc.

6. Pede uma entrevista prévia com o anestesista, pois o seu desempenho na sala de operações é sem dúvida determinante.

7. Convém que conheças todos os riscos da operação, como por exemplo, a possibilidade de surgirem infecções, de uma má cicatrização, hemorragias, complicações, etc.

8. Antes da operação deves efectuar exames pré-operatórios. Habitualmente, antes de uma intervenção, o médico solicita vários exames (de sangue, clínicos, cardiológicos, etc.), de acordo com a operação a realizar. Certifica-te de que no teu caso também é assim.

9. Guarda todos os documentos que te vão sendo entregues sobre o teu tratamento, por mais insignificantes que te pareçam. Se necessitares de efectuar uma reclamação terás que apresentar provas documentais (publicidade, facturas, orçamentos) e, se for o caso, demonstrar a existência de danos e prejuízos.

10. A ficha clínica do paciente é um documento fundamental para qualquer reclamação por negligência médica ou hospitalar. Deves ter presente que, como paciente, tens direito a obter uma cópia completa da tua ficha clínica.

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