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O que são
Os sismos, que podem também ser apelidados de tremores
de terra ou terramotos, são resultantes do movimento
das placas tetónicas, movimento esse que origina acumulação
de energia no interior da crusta terrestre. Quando essa energia
é libertada de forma rápida, sob a forma de
ondas sísmicas, sente-se um "estremecimento"
à superficie. É nessa altura que pode ocorrer
a queda de objetos nos edifícios ou, de forma mais
gravosa, o dano ou colapso de edifícios e outras estruturas
(pontes, viadutos, barragens).
Os sismos têm uma duração reduzida, que
pode ir de alguns segundos a poucos minutos. Sucede porem
que, algumas vezes, um abalo não vem só, isto
é, podem verificar-se réplicas.
As réplicas podem ou não ter maior magnitude/duração
que o primeiro abalo.
Escalas de medição
Escala de Magnitude de Richter - Esta é uma escala
quantitativa, composta por 9 graus, que mede a magnitude do
sismo, ou seja, a quantidade de energia libertada no foco
ou epicentro do sismo.
Escala de Intensidades de Mercalli Modificada - A escala de
Mercalli mede a intensidade do sismo, o mesmo é dizer
que mede a perceção que as pessoas têm
do sismo bem como os danos por ele causados à superfície
(estruturas, prédios, etc.). Com 12 graus, esta escala
é qualitativa.
Ver escala
»
Tsunami
O termo tsunami é japonês e significa onda de
porto. A energia desta onda origina uma perturbação
de toda a massa de água, desde a superfície
até ao fundo do mar e normalmente ocorre devido à
ocorrência de um sismo. Assim, o tsunami é então
uma onda gigante, que em alto mar pode ter cerca de 1 metro
mas que na linha de costa pode atingir mais de 10 metros e
causar enorme destruição.
Previsão de sismos
Por serem repentinos, ainda não é possível
prever onde e quando vai ocorrer um sismo.
O sismo de Lisboa - 1755
Ocorrido às 9h40 do dia 1 de novembro de 1755 este
é, por alguns autores, considerado o maior sismo de
sempre, pois teve uma magnitude próxima de 9, com epicentro
próximo do Banco de Gorringe, a SW do cabo S. Vicente,
a 250 Km de Lisboa este sismo atingiu uma magnitude 8.5 (escala
de Richter até 9) e uma intensidade X (escala de Mercalli
Modificada até XII).
Relatos históricos: 1 de novembro de 1755, belo
dia de outono, 17.5 ºC, sem nuvens, vento fraco. Às
9h40 verifica-se um grande ruído subterrâneo.
A terra teve o primeiro abalo, seguido de um outro. Ambos
não duraram mais de 1,5 minutos; depois de 1 minuto
de intervalo, há novo abalo mais violento, durante
2,5 minutos; após mais 1 minuto de intervalo, regista-se
novo abalo com cerca de 3 minutos. Durante estes 9 minutos
"abanavam como carruagens a passar em grande velocidade
sobre uma calçada cheia de pedras" (segundo relatos
da época).
Danos: Estimam-se entre 40 000 a 80 000 vítimas
quer devido ao terramoto e colapso de edifícios, quer
devido ao tsunami e ao incêndio que se seguiu; Das 20
000 casas, apenas 3 000 ficaram habitáveis;
Extensão dos efeitos do sismo: Os efeitos foram
sentidos em Marrocos com a mesma violência que em Portugal;
Efeitos ainda mais longe: Norte da Europa (Finlândia,
Escócia, Bélgica, Irlanda, Holanda), Norte de
Itália, Catalunha, Sul de França, Suíça,
Açores e Madeira, Costas do Brasil e até nas
Antilhas; O grau de percetibilidade deste sismo foi de 2.500
Km. Segundo um autor "foi o mais extenso que a ciência
jamais estudou".
Extensão dos efeitos do Tsunami: Provocou alteração
dos níveis do mar nestes locais, tendo estas variações
sido sentidas por diversas horas do Algarve a Lisboa, SW de
Espanha, Norte de África, Ilhas britânicas e
Holanda.
O que Fazer
Durante:
Dentro de edifícios:
Não correr para a rua pois as saídas e escadas
podem estar obstruídas; Nunca utilizar os elevadores;
Ficar afastado de janelas, espelhos, candeeiros ou móveis;
Proteger-se no vão de uma porta interior, no canto
de uma sala, debaixo de uma mesa ou mesmo de uma cama.
Na rua: Dirigir-se para um local aberto com calma e
serenidade; Ficar afastado dos edifícios, sobretudo
dos velhos, altos e isolados, dos postes de eletricidade,
de taludes ou muros que possam desabar ou de outros objetos
que possam cair; Ficar afastado de praias e margens de rios
pois pode ocorrer uma onda gigante - Tsunami.
Após:
Manter a calma e não sair
repentinamente para a rua; Cortar água, luz e gás;
Não acender isqueiros ou fósforos e utilizar
a lanterna elétrica; Não utilizar o telefone;
Proteger a cabeça com alguma coisa resistente, pois
poderão cair objetos; Verificar se há feridos
e prestar auxílio. Se os ferimentos forem graves, chamar
o 112.
O que são
Durante a ocorrência de uma trovoada, os raios percorrem
sempre o menor caminho até à superfície
onde atingem o objeto a maior altitude. Esses objetos tanto
podem ser edifícios, árvores altas ou até
uma pessoa que esteja em espaço amplo e aberto.
O que Fazer
Fora de casa : Abriga-se em edifícios que estejam
protegidos por pára-raios. Evitar as árvores,
pedras grandes e fendas rochosas; Não se aproximar
de postes elétricos ou telefónicos, ou quaisquer
outros objetos metálicos; Não permanecer em
campos abertos; Não permanecer perto ou dentro de água;
Afaste-se dos objetos de metal e retire qualquer peça
de metal que traga consigo; Afaste-se igualmente de equipamentos
metálicos - tubos, ferrovias, etc.; Se estiver longe
de edifícios, desloque-se para dentro de um carro,
não descapotável, e evite o contacto com o metal;
Se não encontrar qualquer abrigo, agache-se ou ajoelhe-se
com as mãos nos joelhos; Se estiver numa área
florestal procure abrigo numa zona de baixa altitude debaixo
de um conjunto denso de arbustos.
Em casa: Não sair; Desligar os eletrodomésticos
e a antena de televisão das tomadas; Não usar
o telefone, exceto em caso de emergência; Manter portas
e janelas (incluindo persianas) fechadas; Evite tomar banho
ou deixar água a correr.
O que são
Normalmente, as cheias ocorrem devido à existência
de precipitações moderadas e permanentes ou,
em oposição, por precipitações
repentinas e de elevada intensidade. Uma vez que os caudais
dos cursos de água se veem aumentados, as cheias
consistem assim no transvaze das águas do seu leito
normal, provocando assim a inundação das margens
e das áreas vizinhas.
O que Fazer
Durante: Manter a calma e seguir as orientações
que forem transmitidas, especialmente em caso de evacuação.
No regresso a casa: Ajudar e/ou facilitar o trabalho
das equipas de limpeza e desobstrução de via
pública; Verificar a eletricidade e o gás através
de um técnico especializado.
Cheias históricas
As cheias de 1967 ficaram para sempre marcadas na memória
de quem as viveu. Para quem não presenciou tal fenómeno
que devastou o nosso concelho, ficam os relatos emocionados
e reais de quem sobreviveu à catástrofe.
Pretendemos aqui dar a conhecer, embora de forma sucinta,
o que de mais importante há a dizer sobre as cheias
de 1967.
Fatores agravantes da Cheia: A região de Lisboa
foi atingida, na noite de 25 para 26 de novembro de 1967,
por uma precipitação foi intensa e concentrada,
tendo atingido quantitativos de 111mm em apenas 5 horas (entre
as 19h e as 24 h do dia 25), na estação de São
Julião do Tojal, no concelho de Loures. A precipitação
ocorrida atingiu nesta data, nas estações da
região de Lisboa, 1/5 do total anual de precipitação.
Para estas chuvas intensas foi calculado um período
de retorno de 500 anos, o que não impede que esses
valores sejam igualados ou ultrapassados num período
de tempo que não o calculado.
Foram estas chuvadas intensas e concentradas que provocaram
a ocorrência de uma cheia rápida no ainda concelho
de Loures, com duração inferior a 12 horas.
A Noite de 25 de novembro: A região de Lisboa
foi atingida, na noite de 25 para 26 de novembro de 1967,
por uma precipitação foi intensa e concentrada,
tendo atingido quantitativos de 111mm em apenas 5 horas (entre
as 19h e as 24 h do dia 25), na estação de São
Julião do Tojal, no concelho de Loures. A precipitação
ocorrida atingiu nesta data, nas estações da
região de Lisboa, 1/5 do total anual de precipitação.
Para estas chuvas intensas foi calculado um período
de retorno de 500 anos, o que não impede que esses
valores sejam igualados ou ultrapassados num período
de tempo que não o calculado.
Foram estas chuvadas intensas e concentradas que provocaram
a ocorrência de uma cheia rápida no ainda concelho
de Loures, com duração inferior a 12 horas.
Fatores agravantes da Cheia: Bacias hidrográficas
de pequena dimensão, que apresentam tempos de concentração
(2 horas) e de resposta muito curtos; As chuvadas intensas
coincidiram com a preia-mar do Tejo, que ocorreu às
22h50; O poder destruidor da Cheia foi também devido
à grande carga sólida que as águas transportavam,
que por sua vez é devida à destruição
do coberto vegetal, provocando assim a degradação
e desfragmentação dos solos; Os elevados caudais
são devidos não só aos quantitativos
de precipitação ocorridos, mas também
à impermeabilização dos solos (urbanização),
à construção de diques artificiais transversais
ao leito dos cursos de água, à falta de limpeza
dos mesmos e a um sistema de drenagem urbano mal dimensionado
com limpeza deficiente.
Áreas mais afetadas, no atual concelho de Odivelas:
Vale da Ribeira de Odivelas - Bairro de Santa Cruz da Urmeira,
Quinta do Silvado e Pombais (a maior parte das habitações
ficaram destruídas); As áreas baixas da Póvoa
de Santo Adrião e Quinta da Várzea, ocorrendo
muitas mortes e desaparecidos, com destruição
de habitações e soterrados pelas lamas; Vítimas
e desalojados ocorreram em leitos de cheia e em urbanizações
clandestinas;
O que é
Uma vaga de calor corresponde a um período de alguns
dias, normalmente no Verão, onde as temperaturas máximas
são superiores à média normal para a
época.
Porque nos podemos sentir
mal com o calor?
O nosso organismo, para estar em equilíbrio, necessita
de ter perdas e produção de calor idênticas.
Se a temperatura ambiente subir para valores muito elevados,
o nosso organismo transpira e liberta calor. Se essas perdas
de água no organismo não forem compensadas por
ingestão de líquidos, podemos sofrer desidratações
graves.
Grupos de Risco
Os bebés, idosos e doentes acamados são especialmente
sensíveis às variações de temperatura.
No caso dos Idosos, a regulação da temperatura
corporal processa-se de forma mais difícil, motivo
pelo qual, poderão desidratar com maior facilidade.
Atenção que uma boa hidratação
nos idosos diminui o risco de doenças do coração
e cardiovasculares, inclusive tromboses.
Efeitos do Calor no Organismo
Aumento das cãibras musculares; Exaustão pelo
calor: dores de cabeça, náuseas, vómitos,
tonturas, fraqueza, cãibras, pele húmida e pálida,
temperatura corporal normal ou ligeiramente aumentada.
O que fazer se tiver estes
sintomas
Repouse num ambiente fresco; Dispa as roupas apertadas; No
caso de cãibra, massaje os músculos afetados
para aliviar a dor; Beba água, devagar e durante várias
horas.
O que fazer
Ingira água com maior regularidade ainda que não
sinta sede, pois evitará desidratar; Não beba
bebidas alcoólicas; Faça refeições
ligeiras: sopas frias ou tépidas, saladas, grelhados,
comidas com pouca gordura e pouco condimentadas, acompanhadas
de preferência com água, chá fraco ou
outros líquidos não açucarados;"
Use roupas leves, largas e de cores claras, pois as cores
escuras absorvem maior quantidade de calor; Evite usar vestuário
com fibras sintéticas uma vez que provocam transpiração,
o que pode levar à desidratação; Evite
sair à rua nas horas de maior calor, mas se tiver de
o fazer, proteja-se usando um chapéu ou um lenço;
Evite realizar Atividades que exijam muito esforço
físico, bem como evite estar em pé muito tempo,
especialmente em filas e ao sol; Se estiver em casa durante
o dia, abra as janelas e mantenha as persianas semicorridas,
pois permitirá a circulação de ar; Durante
a noite, abra bem as janelas para refrescar a casa; Se tiver
de viajar de carro, escolha as horas de menor calor para o
fazer;
O que é
As vagas de frio são produzidas por uma massa de ar
frio e geralmente seco e tornam-se perigosas por, normalmente,
estarem associadas a quebras de temperatura bruscas, podendo
estar igualmente associadas a outros fenómenos meteorológicos,
como ventos fortes ou a formação de gelo.
O que fazer
Procure manter-se em locais quentes; Use várias camadas
de roupa e evite roupa ajustada ao corpo; Mantenha portas
e janelas fechadas e verifique se estas estão devidamente
calafetadas; Mantenha-se atento aos noticiários da
Meteorologia e às indicações da Proteção
Civil transmitidas pelos órgãos de comunicação
social; A sobrecarga de equipamentos elétricos (por
exemplo de aquecimento) em redes domésticas não
preparadas para o efeito pode ocasionar alterações
violentas nas estruturas elétricas com eventual ocorrência
de incêndios nas habitações; Ter em conta
os riscos associados à permanência junto a braseiros
existentes em lugares fechados sem renovação
de ar, dada a possibilidade de ocorrer uma combustão
incompleta com produção de gases tóxicos
e mortais; Certifique-se que deixa as lareiras apagadas quando
sai de casa e/ou quando se vai deitar.
Se tiver de sair de casa: Proteja o rosto. Evite a
entrada de ar extremamente frio nos pulmões; Mantenha
as roupas secas; Evite caminhar em zonas com gelo/geada por
forma a evitar o risco de queda; Os idosos, crianças
e pessoas com dificuldades de locomoção não
devem sair de casa; O frio afeta a circulação
sanguínea, pelo que deve evitar esforços excessivos
que possam obrigar o coração a um maior esforço;
Evite as bebidas alcoólicas; Beba bebidas quentes e
ingira refeições quentes.
Se viajar de automóvel: Evite deslocações
desnecessárias principalmente para locais mais afetados
pelo frio, gelo e geada. Sempre que possível utilize
os transportes públicos; Se tiver de viajar, faça-o
de dia e mantenha o rádio ligado para ouvir as informações
meteorológicas ou de trânsito.
O que é
Simplisticamente, a seca é caraterizada pela escassez
de água derivada essencialmente pela falta de precipitação.
As secas são fenómenos lentos, ou seja, ao contrário
de uma cheia que pode ocorrer em poucas horas, as secas progridem
de forma mais lenta e arrastada no tempo. Contudo, a ausência
prolongada de precipitação não determina
necessariamente a ocorrência de uma seca.
Na perspetiva da Proteção Civil, a seca carateriza-se
pelo défice entre as disponibilidades hídricas
do País e as necessidades de água para assegurar
o normal abastecimento público.
O que fazer
Canalização: Não deixe as torneiras
a pingar; Mantenha em bom estado a canalização
de torneiras, autoclismo e máquinas (mande arranjá-los
de perderem água); Se um cano rebentar chame de imediato
um canalizador; Se detetar uma fuga de água na via
pública (rua ou jardim avise a Câmara Municipal
ou os SMAS.
Casa de banho: Evite os banhos de emersão; Tome
duches rápidos e não deixe a água a correr
enquanto de ensaboa; Feche a torneira enquanto escova os dentes
ou se barbeia; Descarregue o autoclismo só quando for
necessário, não o utilize como caixote do lixo;
Reduza a quantidade de água por cada descarga do autoclismo.
Para tal coloque no depósito uma garrafa de plástico
cheia de água ou opte por um autoclismo com depósito
duplo.
Cozinha: Na compra de eletrodomésticos opte
pelos de menor consumo de água e eletricidade; Utilize
as máquinas de lavar roupa e loiça com a carga
completa. Uma máquina cheia consome menos água
do que duas com a carga incompleta; Quando tiver pouca quantidade
de roupa lave-a à mão. Aproveite alguma água
para lavar o chão; Se lavar a loiça manualmente
utilize a bacia do lava-loica ou um alguidar. Evite lavá-la
em água corrente mas, se o fizer, não deixe
a água a correr continuamente. Antes da lavagem pode
limpar a loiça com um papel e deixa-la "de molho".
Jardim: Nunca regue o jardim nas horas de maior calor;
Se regar de manhã cedo ou à noite poupa a água
que se perde com o calor do sol; Se possível faça
a rega com água de poços e ribeiros, recupere
a água da chuva ou reutilize a de uso doméstico
(ex: de lavagem de fruta e legumes)
" Há plantas que necessitam de pouca água,
evite rega-las sem necessidade; Opte pelo cultivo de plantas
típicas da região porque estão melhor
adaptadas ao clima; Cubra a terra do jardim com casca de pinheiro
ou outro material apropriado. Desta forma diminui-se o contacto
direto da luz solar com o solo, conservando a humidade da
terra; Se tiver piscina cubra-a quando não estiver
a ser utilizada e limpe o filtro frequentemente.
Lavagem do carro: Reduza o consumo de água na
lavagem do carro. Procure lavá-lo com menos frequência;
Opte por baldes de água; evite a utilização
da mangueira mas, caso o faça, feche a torneira quando
não estiver a utilizar a água; O que fazer durante
a seca; Redobre os cuidados com a poupança de água;
A seca pode dever-se à ausência ou diminuição
de chuva ou, então, à dificuldade ou impossibilidade
de fazer chegar a água às nossas casas, campos
agrícolas ou indústria; Não encha tanques
ou piscinas, pode estar a gastar água necessária
a outras pessoas; Feche ligeiramente as torneiras de segurança
de modo a diminuir o caudal de água; Em caso de cortes
de fornecimento de água armazene só a quantidade
que vai necessitar. Se lhe sobrar água não a
deite fora, reutilize-a; Durante uma seca a qualidade da água
pode deteriorar-se. Em caso de dúvida ferva-a durante
dez minutos antes de a beber; Controle os seus gastos através
de uma leitura regular do contador e da factura da água.
O que é
Infelizmente, Portugal é todos os anos assolado por
inúmeros incêndios florestais, muitos deles com
efeitos naturais e económicos devastadores.
Apesar de serem considerados catástrofes naturais,
grande número dos incêndios florestais tem origem
criminosa.
Há diversos fatores condicionantes da propagação
do fogo, a saber:
Direção e intensidade do vento; Humidade relativa;
Temperatura; Tipo de coberto vegetal; Grau de secura do coberto
vegetal; Orografia do terreno; Acessos dos meios de socorro
ao local do incêndio; Rapidez de intervenção
(do alerta à chegada dos meios).
O que fazer
Contatar em primeiro lugar os Bombeiros da área, ou
na sua impossibilidade ligar 117 ou 112; Se for possível
e não o colocar em perigo, tentar apagar de imediato
o foco de incêndio com ramos, extintores, pás
ou enxadas; Retire o seu carro dos acessos ao local do incêndio
por forma a facilitar a passagem dos meios de socorro; Se
testemunhar situações anormais, tomar nota das
pessoas, marcas, cores e matrículas dos veículos
e relatá-las às autoridades competentes.
Se o incêndio for perto da sua casa: Avise os
vizinhos; Desligue de imediato o gás e a eletricidade;
Molhe as parede da casa e vegetação circundante;
Solte os animais. Eles sabem como pôr-se a salvo!; Não
perca tempo a tentar salvar objetos pessoais; Em caso de
evacuação, ajude crianças e idosos; Nunca
volte para trás!
Se ficar rodeado por um incêndio: Fuja na direção
contrária ao vento; Refugie-se num local com pouca
vegetação ou preferencialmente numa zona com
água, se a houver; Cubra-se com roupas molhadas; Mantenha-se
o mais junto ao chão possível. O fumo é
mais leve e tem tendência a subir, o que faz com que
o ar junto ao solo seja mais respirável; Se não
conseguir abandonar o local pelos próprios meios, aguarde
a chegada dos bombeiros.
Prevenção
Sempre que estiver numa floresta: Deitar sempre o lixo
num recipiente próprio; Fazer fogueiras só em
locais autorizados e manter limpas as áreas envolventes;
Não deitar cigarros ou fósforos mal apagados
para o solo; Denunciar eventuais riscos de incêndio.
Se reside numa área florestada: Limpe periodicamente
os matos envolventes.
Tenha atenção ao seguinte: O Decreto-Lei n.º
124/2006, de 28 junho, republicado no Decreto-Lei 17/2009
de 14 de janeiro, estabelece as medidas e ações
a desenvolver no âmbito do Sistema Nacional de Defesa
da Floresta contra Incêndios; O mesmo diploma define
no artigo 3º, alínea x) QUEIMA como o "uso
de fogo para eliminar sobrantes de exploração,
cortados e amontoados". Na alínea z) do mesmo
artigo, define QUEIMADA como "o uso de fogo para renovação
de pastagens e eliminação de restolho e ainda,
para eliminar sobrantes de exploração cortados
mas não amontoados"; A realização
de queimadas só é permitida após licenciamento
pelo Câmara Municipal de Odivelas, na presença
de técnico credenciado em fogo controlado ou, na sua
ausência, de equipa de bombeiros ou de equipa de sapadores
florestais (artigo 27º). Em todos os espaços rurais
e durante o período crítico, não é
permitido queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo
de sobrantes de exploração. Fora do período
crítico e desde que se verifique o índice de
risco temporal de incêndio de níveis muito elevado
e máximo, mantêm-se as restrições
para realização de queimas. (artigo 28º).
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