| A história da humanidade está
intimamente ligada à história dos alimentos,
desde os seus sistemas de produção aos modelos
de consumo. Na medida em que a alimentação ocupa
um lugar central na vida humana é tomada como um referencial
da cultura e um objeto de apropriação diferenciada
em múltiplos contextos sociais. Devido ao seu sabor agradável
e às suas propriedades energéticas, o mel foi
sempre adotado pelos povos da antiguidade como elemento integrante
das refeições festivas, domésticas ou
sacrificiais. Em Portugal, antes de se usar o açúcar,
preparavam-se as doçarias com mel. Até à
Idade Média, o açúcar tinha um uso estritamente
medicinal. Em 1456 é exportado o primeiro açúcar
madeirense para Inglaterra e, com a descoberta e colonização
do Brasil, inicia-se a cultura intensiva do açúcar. O conceito de «doçaria
conventual» está, assim intimamente
relacionado com a difusão do açúcar nas
cozinhas dos mosteiros a partir dos finais do Séc.
XX. Foi essencialmente nos conventos femininos que a confeção
de doces atingiu o seu expoente máximo. O Convento de Odivelas foi,
sem dúvida, um dos que mais contribuiu para a doçaria
de Portugal. As suas especialidades em confeitaria
e doçaria, fabricadas pelas freiras bernardas fizeram
tradição. Destacam-se a célebre Marmelada
de Odivelas, os Suspiros de Amêndoa,
asRaivas, os Tabefes,
os Esquecidos, o Toucinho do céu,
entre outros. Poderá encontrar alguma da doçaria
tradicional, como a Marmelada de Odivelas, nos seguintes locais:
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