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Este monumento, situado na zona
antiga da povoação de Odivelas, no local
que foi a entrada do velho povoado, está classificado
como Monumento Nacional por Decreto Lei de 16/06/1910.
De arquitetura gótica primitiva, é também
conhecido por “cruzeiro”. Fica situado a escassos duzentos
metros do antigo convento, orientado no sentido Sudoeste-Nordeste,
uma das faces voltadas para Lisboa, outra para o Mosteiro.
Monumento da época diocesana,
é construído em calcário Lioz, extraído
das pedreiras de Trigache - Famões, e compõe-se
de dois registos. No primeiro andar, quatro pares de
colunelos apoiam os arcos trilobados. Sobrepõe-se
à arcaria, um arco ogival, caraterístico
do gótico primitivo. Coroa o monumento a empena
lisa e, na face Noroeste, o escudo português medieval,
usado na Armaria até ao reinado de D. Fernando.
Remata o monumento uma cruz, constituída por
quatro semicírculos, formando um florão,
semelhante a outros que aparecem em monumentos portugueses
do séc. XIV.
Descrito o monumento, resta a
incerteza quanto à sua origem e significado.
As explicações
dividem-se entre ter sido erguido para nele descansar
o caixão mortuário de D. Dinis, falecido
em 1325, que vinha a sepultar no Mosteiro das freiras
Bernardas, ou para D. João I ao ser transportado
de Lisboa para a Batalha, em 1433. Ou ainda, tratar-se-ia
de um simples padrão de couto demarcando limites
territoriais na área jurisdicional do Mosteiro,
ou um local de portagem, tendo objetivos fiscais de
cobrança do imposto de barreira da coutada.
Localização:
Largo da Memória Odivelas |