| | O Mosteiro de S. Dinis, fundado
pelo Rei D. Dinis, vê iniciada a sua construção
em 1295. Existem duas versões que
justificam a sua construção. Segundo a História, o
monarca construiu este mosteiro, para nele acolher a
sua filha D. Maria Afonso, cuja família materna
possuía paço no Lumiar. Esta infanta morre
ainda adolescente. A tradição conta-nos
que, andando o rei à caça na zona de Beja
(ou de A-da-Beja, noutra versão), foi atacado
por um corpulento urso que, investindo contra o cavalo,
deitou por terra o monarca. Ao invocar os protetores
S. Dinis e S. Luis, bispo de Tolosa, para sua defesa,
prometeu fundar um mosteiro se conseguisse sair ileso
daquele perigo. Puxou do punhal que trazia à
cinta, cravou-o no coração da fera que
logo ficou sem vida. A primitiva construção
do Mosteiro de S. Dinis era, na sua totalidade em estilo
gótico. A igreja do mosteiro compunha-se
de três naves, flanqueada por duas torres. Desta
construção inicial, restam as capelas
absidais, dois dos lances do claustro novo, e o claustro
da Moura. Com os sucessivos restauros efetuados,
o Mosteiro começa a perder a primitiva pureza
de linhas, por volta do século XVI. Identificam-se
as portas do claustro em estilo Manuelino, a fonte Renascentista,
as capelas quer de mármore, quer de estilo barroco,
as alpendradas, o revestimento das paredes a azulejo,
já em 1671, que carateriza quer o exterior,
quer o interior, nomeadamente os núcleos da antiga
cozinha do convento, do refeitório das freiras,
da alpendrada, do nartex e da portaria. No séc. XVIII, depois
do terramoto, fizeram-se obras que não respeitaram
a traça gótica, utilizando-se o estilo
neo-clássico, quer na igreja, quer nos lanços
do Claustro. A este mosteiro, estão
associadas figuras históricas para além
do seu fundador Rei D. Dinis, cujo túmulo datado
da primeira metade do séc. XIV, se encontra na
capela absidal do lado do Evangelho. Neste mosteiro
morreu a rainha D. Filipa de Lencastre, refugiou-se
uma outra D. Filipa de Lencastre, filha do infante D.
Pedro, após a batalha da Alfarrobeira, viveu
segundo as normas do ideal ascético, a irmã
de D. João II, princesa Santa Joana. O Mosteiro de S. Dinis, era de
freiras bernardas, da Ordem de Cister. As residentes
eram filhas da nobreza, que não casavam por não
disporem de bens, quando a família não
lhes atribuía um dote. Não estando prometidas
em casamento a algum nobre, as raparigas recolhiam à
sombra protetora dos mosteiros, enriquecidos com as
doações dos reis e dos nobres, para aí
levarem uma vida segura, em termos económicos. A proteção das
recolhidas do Mosteiro de Odivelas, era quebrada com
as visitas dos reis a raparigas de seu agrado; quer
D. Dinis, quer o rei D. João V frequentavam o
convento, sendo que a célebre Madre Paula, era
mãe de um dos filhos de D. João V. Em 1834 extinguiram-se as ordens
religiosas, durante a Monarquia Constitucional, e em
1902 o convento foi entregue ao infante D. Afonso que
nele promoveu a instalação do atual Instituto
de Ensino. É Monumento Nacional por Dec.
de 16/06/1910. Localização:
Largo D. Dinis, Odivelas Eucaristias: |