| Outrora habitada pelos
árabes, apenas existem dados sobre a Pontinha, a partir do
século XIV.
O seu nascimento está ligado às quintas
e às famílias nobres. Durante os séculos XVII e XVIII, prosperam
as quintas, e aí se instalam, sobretudo para fins veraneantes,
notáveis famílias da nobreza e representantes do clero.
A Quinta da Pontinha existe, pelo
menos, desde 1657. O seu nome foi mudando ao longo dos séculos,
e de acordo com os seus proprietários. No início do século
XVIII era conhecida por Quinta dos Brasileiros (dado os seus
proprietários terem enriquecido nessa antiga colónia), e após
vários proprietários, fica conhecida em 1796 por Quinta dos
Valadares. Só no século XIX passa a ser conhecida pelo actual
nome — Quinta da Pontinha.
No passado, toda esta área estava
dividida em quintas e casais, de que sobreviveram, ainda,
alguns nomes, como Casal do Falcão onde viveu o pintor Vieira
Lusitano (1609-1783), Quinta da Paiã ou Casal Novo, Casal
de Azeitão, Quinta da Pentieira, Quinta do Enforcado e tantas
outras.
Os lisboetas dos séculos XVIII e XIX
vinham à Paiã, conhecida por ser um autêntico
pulmão, em busca de ar puro. Personalidades
e famílias ilustres descansavam aqui da vida citadina, das
saídas para os teatros e para as festas da capital. O Marquês
de Pombal era um notável frequentador de uma das casas locais,
propriedade de um diplomata do Rei da Prússia.
Em parte, o solo destas propriedades
foi ocupado pela construção urbana. Actualmente, há ainda
muito solo agrícola na posse da Escola Profissional Agrícola,
além de vastos terrenos que são propriedade da Assembleia
Distrital e ainda outros, de particulares.
O povoamento, outrora disperso, devido
à concentração da população nos grandes centros urbanos, tem
vindo a ocupar os espaços disponíveis, ligando entre si as
várias quintas, com as novas urbanizações.
A 28 de Junho de 1971, o Patriarca
de Lisboa criou a Paróquia da Pontinha, que destacou da Paróquia
do Santíssimo Nome de Jesus de Odivelas. Todo o passado de
vida religiosa da área da Pontinha está ligado à Freguesia
de S. Lourenço de Carnide e não a Odivelas. A integração nesta
última deveu-se a uma questão meramente administrativa
quando, em 1886, se traçaram os novos limites do Concelho
de Lisboa.
Esta Paróquia passou a ter sede na
Capela da Sagrada Família, que é hoje a igreja e onde se podem
apreciar os belos vitrais da autoria de Júlio Pomar.
Nos limites desta Freguesia, funciona,
desde 1917, uma escola profissional agrícola, que já teve
vários estatutos e deu formação a inúmeros jovens,
predominando, na maior parte do tempo da sua existência, a
componente agrícola.
É na Pontinha que, a 25 de Abril de
1974, se instala o Posto de Comando do Movimento das Forças
Armadas que instaurará um regime democrático em Portugal.
Actualmente, este quartel integra um Núcleo Museológico,
criado através de um protocolo estabelecido entre o Regimento
de Engenharia N.º 1 e a então Comissão Instaladora do Município
de Odivelas.
Em termos administrativos a Freguesia
da Pontinha foi criada no dia 30 de Novembro de 1984, através
de Projecto-Lei aprovado em Assembleia da República,
e que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 1985 e elevada
à categoria de vila no dia 16 de Agosto de 1991.
Bibliografia: "Odivelas
Uma Viagem ao Passado" de Maria Máxima Vaz
Publicações da
Junta de Freguesia consulte
aqui »
Visite
os Locais
de Interesse da Freguesia. |