| A arqueologia nesta
freguesia demonstra que o seu povoamento começou desde bem
cedo.
Na estação paleolítica de Casal do Monte, foram recolhidos
inúmeros vestígios de povos que aqui chegaram há milhares
de anos.
Póvoa de Loures foi o seu primeiro
nome, por ser anexa da freguesia de Loures. Na monografia
intitulada “Contributos para a história da Póvoa de Santo
Adrião”, editada pela Junta de Freguesia, diz João Augusto
de Matos Rodrigues, que a povoação passou a ter o nome do
seu orago e se chamava Santo Adrião da Póvoa, quando se separou
de Loures.
Póvoa de Loures, Santo Adrião da Póvoa
e Póvoa de Santo Adrião, são nomes que esta povoação usou,
até hoje.
O lugar de Santo Adrião da Póvoa de
Loures era uma pequena aldeia de fundação recente. O próprio
nome de póvoa, reflete a sua origem: grupos urbanos, nascidos
à sombra dos forais, outorgados pelos reis ou por entidades
sucedâneas da Coroa, e não como erradamente se lhe atribui
o sentido de póvoa em relação ao mar/rio.
Esta povoação foi-se afirmando, embora
lentamente, com a Estrada Real e o rio Trancão. Situada em
plena Várzea, atravessada por esteiros e pela ribeira, via
passar, diariamente, até ao século XIX, os batéis que aportavam
no seu cais, para embarque e desembarque. A riqueza do solo
desenvolveu a produção agrícola nas hortas e numerosas quintas,
das quais restam alguns vestígios e memórias. Da Quinta dos
Sete Castelos existe ainda a casa residencial, no núcleo
antigo, próximo da Igreja Matriz. Ao longo da estrada Nacional
n.º 8, entre a Póvoa e Frielas, os campos da Várzea
não são adequados à construção urbana, pelo que continuam
terrenos de reserva agrícola.
Pedro Alexandrino(1729-1810), a quem
se deve a decoração de muitas igrejas e palácios reconstruídos,
depois do grande sismo de 1755, vivem longos aqui, numa quinta
de que era proprietário, conhecida pela designação de Quinta
do Pintor, a qual se situava numa zona próxima do ponto onde
a Rua Luís de Camões entronca, na Estrada
Nacional n.º 8. Mais tarde, passou a
ser conhecida por Quinta da Penha, por ser propriedade de
um tal Francisco de Almeida Penha. Hoje é difícil definir-lhe
os limites, pois toda aquela área foi ocupada pela construção
urbana e industrial mas, uma vez que alguns autores afirmam
que era próxima do Chafariz, admitimos que era aqui, a referida
quinta, pois foi ali que esteve o Chafariz d’El-Rei, inicialmente.
Além destas, fala-se, ainda, das Quintas
do Bom Sucesso, de Santo António das Areias, do Trinité, do
Mineiro, das Flores e, ainda, do Casal das Botelhas.
À beira da Estrada Nacional n.º 8,
no Largo Major Rosa Bastos, fica a Igreja da Póvoa de Santo
Adrião, monumento nacional, pelo Decreto-Lei n.º 251, de 3
de junho de 1970. É de salientar que o portal manuelino tinha
já sido classificado, em 10 de julho de 1922.
A construção da igreja, provavelmente
entre 1546 e 1560, reflete o aumento da população do lugar,
uma vez que a Igreja vivia dos contributos da comunidade.
Quanto à sua evolução administrativa,
a freguesia é formada em meados do séc. XVI, com o nome de
Póvoa de Loures. Em 1852, fazia parte do Concelho dos Olivais,
e era designada por Póvoa de Santo Adrião, ou lugar de Santo
Adrião.
Em 3 de julho de 1986 é elevada à
categoria de vila.
O seu orago é Santo Adrião.
Bibliografia: "Odivelas
Uma Viagem ao Passado" de Maria Máxima Vaz
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