| O nome de Ramada advém
das armadilhas que se faziam, na ribeira, para apanhar o peixe.
Como era disfarçada com ramos, diziam que era ali armada uma
“ramada” e daí o nome de Ramada dado a esta Freguesia.
Grande parte do seu território, situa-se
na vertente da serra da Amoreira. A partir daí é possível
avistar algum território dos Concelhos de Loures e Lisboa,
um panorama que se estende ao Tejo e ao outro lado do rio.
Talvez devido à sua posição
estratégica, viveram nesta serra povos
que remontam à pré-história, comprovado pela existência de
uma estação arqueológica. Segundo alguns investigadores, neste
local terão vivido os povos de nome "Alpiarças",
que deram origem aos Lusitanos.
Nestas terras altas, que de Nordeste
a Oeste, cercam a Várzea, existiam algumas quintas e vários
casais, onde se cultivavam cereais, oliveiras, laranjeiras,
se apascentavam rebanhos e se criava gado vacum.
As caraterísticas do solo e as condições
climatéricas deram uma relativa unidade económico-social a
toda esta área.
Malhado e limpo nas eiras, ficava
o trigo preparado para ser moído. A corrente, precipitada
e impetuosa no Inverno, da ribeira de Caneças, os ventos fortes
e constantes, na Primavera e no Verão, que sopravam no planalto,
possibilitaram o aproveitamento da força da água e do vento,
transformando-a em força motriz. Junto à ribeira, instalaram-se
dezasseis azenhas e, das colinas da Amoreira ao planalto de
Famões, ergueram-se para cima de três dezenas de moinhos de
vento.
Com o fim das chuvas invernais, diminuía
o caudal da ribeira, baixando a capacidade das azenhas, precisamente
quando os ventos começavam a soprar mais fortes, aumentando
a capacidade motriz dos moinhos.
Desta intensa labuta restam hoje as
ruínas de algumas azenhas e moinhos, três moinhos restaurados,
o das Covas, na Ramada (que foi construído em 1884), outro
na Arroja, que é propriedade privada e outro situado na Freguesia
de Famões - Moinho da Laureana.
Em termos de construção urbana, a
Freguesia da Ramada viu surgir núcleos urbanos dominantes,
com habitações dispersas e bairros de génese ilegal, dependentes
dos núcleos principais, Ramada, Amoreira e Bons Dias.
As primeiras construções, onde predominava a mono-habitação,
assistem à chegada da propriedade horizontal.
A Ramada é hoje, uma das Freguesias
que mantém um crescente desenvolvimento urbano e demográfico.
Quanto à sua evolução administrativa,
a Ramada é freguesia desde o dia 25 de agosto de 1989, separando-se
das Freguesia de Odivelas e de Loures. A 19 de abril de 2001,
é elevada à categoria de vila.
O seu orago é
a Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos.
Bibliografia: "Odivelas
Uma Viagem ao Passado" de Maria Máxima Vaz
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