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VETINFORMA

4Tem um cão considerado perigoso?
4Sabe quanto custa abandonar um animal?
4Microchipagem Obrigatória. Saiba como Proceder!
4O Natal é para todos: Pondere antes de oferecer animais.
4Ano novo novas aitudes.
4FAT (Família de Acolhimento Temporário)
4Novas Regras para a Detenção de Animais Selvagens
4Problemas comportamentais dos animais
4Ajudar os animais seniores a viver melhor
4FAT (Família de Acolhimento Temporário)
4Câmara Colabora com Veterinários Sem Fronteiras
4Dicas para Proteger os Animais
4
Nova Lei sobre Cães Perigosos e Lutas de Cães

4Como atuar perante um cão-guia?
4Reprodução na cadela e na gata
4Os Animais perante a Lei
4Doenças mais frequentes
4Guia de férias
4Como alimentar corretamente o seu cão/gato
4Animais Exóticos
4FIV e Fel.V dos Gatos. Como Prevenir?

Tem um cão considerado perigoso?

Os cães considerados potencialmente perigosos são os das seguintes raças, ou seus cruzamentos: Cão de fila brasileiro, Dogue argentino, Pit bull terrier, Rottweiller, Staffordshire terrier americano, Staffordshire bull terrier e Tosa inu.
Estes animais são obrigados a estarem cobertos por um seguro de responsabilidade civil. O dono do animal, para requerer a respetiva licença na junta de freguesia, tem que apresentar o comprovativo do seguro acima referido, um termo de responsabilidade, certificado de registo criminal do dono, do qual não pode constar qualquer condenação anterior por crime doloso contra a vida ou a integridade física e atestado de capacidade física e psíquica. A probabilidade de um cão se tornar perigoso aumenta com os maus-tratos que lhe são infligidos e o tipo de treino que recebe. Assim, é dever dos donos a promoção do seu treino por técnicos qualificados, com vista à domesticação e socialização.
O alojamento do dono deverá conter um aviso bem visível da presença e perigosidade do animal. Para circular na via pública, o animal deve ser sempre conduzidos por detentores maiores de 16 anos e estar dotados de açaimo e trela curta com menos de 1 metro.

Tenha ainda em atenção que já este ano saiu um despacho que proíbe a reprodução ou criação de quaisquer um destes animais, exceto aqueles que estão inscritos em Livros de Origens (LOP e outros), bem como os cães pertencentes às Forças Armadas e forças de segurança do Estado. Se é detentor de um animal que não se insere nestas excepções e que tenha mais de 4 meses, dispõe de um prazo máximo de 4 meses a partir do dia 2 de abril de 2008 para proceder à sua esterilização.

 

(Decreto-Lei nº. 312/2003, de 17 de dezembro, com as alterações introduzidas pela Lei nº. 49/2007 de 31 de agosto e Despacho n.º 10819/2008, de 1 de abril de 2008)

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Sabe quanto custa abandonar um animal?

A adopção de um animal tem de ser um ato de responsabilidade e de mentalização que aquele ser irá tornar-se mais um membro da família e que deverá ser tratado como tal até ao fim dos seus dias. No entanto, não é isso que acontece na maioria dos casos e vários são os motivos/desculpas que estão na origem deste dilema que é o abandono. A época de férias é a mais dramática, mas atualmente já estão disponíveis serviços que cuidam dos seus animais enquanto descansa (ver Férias). A gravidez da dona é outra forte razão. Informe-se junto do veterinário e do seu médico e irá perceber que existem muitas ideias preconcebidas sobre a possibilidade de transmissão de doenças ao bebé que são completamente infundadas.
O abandono tem um preço incalculável para o animal e um custo simbólico para o dono, apenas um incentivo legal para não repetir o erro. Assim, "considera-se abandono de animais de companhia a não prestação de cuidados no alojamento, bem como a sua remoção efetuada pelos seus detentores para fora do domicílio ou dos locais onde costumam estar mantidos, com vista a pôr termo à sua detenção, sem que procedam à sua transmissão para a guarda e responsabilidade de outras pessoas, das autarquias locais ou das sociedades zoófilas." Este ato constitui uma contraordenação punível pelo diretor-geral de Veterinária com coima cujo montante mínimo é de (euro) 500 e o máximo de (euro) 3.740 (Decreto-Lei n.º 315/2003, de 17 de dezembro).

 

Sempre que vir um animal a ser abandonado ou maltratado, contate as autoridades policiais!

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Microchipagem Obrigatória. Saiba como Proceder!

A identificação eletrónica visa prevenir e combater o abandono dos animais de estimação, controlar a detenção de animais perigosos e potencialmente perigosos e reforçar as medidas sanitárias.
Esta identificação é feita através de um microchip, do tamanho de um bago de arroz, que identifica o animal para toda a vida. Ao abrigo do Decreto-Lei 313/2003, TODOS os cães nascidos a partir de 1 de julho de 2008 estão obrigados à identificação eletrónica. O não cumprimento constitui uma contraordenação punível com coima de 50€ a 1.850€ ou 22.000€.
A identificação de cães e gatos deve ser feita entre os 3 e os 6 meses de idade, no entanto os animais mais velhos também podem ser identificados. A aplicação do microchip é um método seguro, permanente, não causa dor e é extremamente eficaz A sua aplicação só pode ser efetuada por um médico veterinário que preencherá uma ficha de registo, em quadruplicado, e colocará a etiqueta com o número de identificação do animal no respetivo boletim sanitário, bem como no original e duplicados. Para o preenchimento da ficha deverá ser apresentado o bilhete de identidade do proprietário do animal, assim como uma morada válida e completa que permita o seu contacto.
O original e o duplicado da ficha de registo são entregues ao detentor do animal, o triplicado é enviado para a base de dado (SIRA) e o quadruplicado permanece na posse do médico veterinário que procedeu à identificação.
No prazo de 30 dias, deverá ser efetuado o registo, na Junta de Freguesia da área de residência, mediante a apresentação do boletim sanitário e entrega do original e duplicado da ficha de registo. Como praticamente todos os médicos veterinários, centros de recolha e autoridades possuem leitores automáticos, se o seu animal se perder, será fácil encontrá-lo a si através da base de dados.
A morte, cedência ou desaparecimento do animal devem ser comunicados à respetiva Junta, sob pena de presunção de abandono punido por lei.

Quando levar o seu cão às vacinas, peça ao veterinário para proceder à identificação eletrónica do animal.

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O Natal é para Todos! Pondere antes de oferecer animais.

Chegou a época em que fazemos tudo para alegrar aqueles de quem gostamos. Por essa razão, no Natal são oferecidos vários tipos de presentes, muitas vezes sem pensar nas consequências desses atos.
Os animais são um dos presentes que se costuma oferecer tanto a crianças como adultos. Os animais ainda bebés são os preferidos, pois são tão fofos que não conseguem passar despercebidos. Mas temos que pensar, antes de mais, se a pessoa que os vai receber tem espaço, disponibilidade e condições financeiras para que, no futuro, não seja abandonado ou entregue em centros de recolha.
Um animal de estimação pode ser o melhor presente que se dá a alguém, mas altera a vida e os hábitos do dono. Por isso, temos que estar certos de que quem o vai receber, conseguirá dedicar-se durante alguns anos e fazer certos sacrifícios por aquele presente que lhe está a ser oferecido.
Os animais são os nossos melhores companheiros, mas precisam de um pouco mais do que sorrisos e brincadeiras na noite de Consoada.

O Natal é todos os dias. Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

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Ano Novo Novas Atitudes

Comece o novo ano cumprindo as regras necessárias à legalização do seu cão. Estes atos são tão simples e protegem o animal de eventuais contrariedades. Não sabe como proceder? Nós ajudamo-lo!
Efetue o registo e a licença na Junta de Freguesia, mediante a apresentação do boletim sanitário a comprovar a vacina antirrábica. Estes atos são anuais e obrigatórios para todos os cães entre os 3 e os 6 meses de idade. Os donos dos animais devem também identificá-los por método eletrónico. A identificação eletrónica é obrigatória para todos os cães nascidos após o dia 1 de julho de 2008, exceto para os cães considerados perigosos que já se encontram obrigados desde 1 de julho de 2004.
Para passear o cão ou o gato em espaço público, saiba que é obrigatório o uso de coleira ou peitoral, nos quais devem estar colocados os contactos do dono. Além disso, têm de estar acompanhados pelo dono e munidos de açaimo funcional, exceto quando conduzidos à trela.


Já agora, vai passear o seu cão?
Tenha o saco à mão, Odivelas agradece

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FAT (Família de Acolhimento Temporário)

O que é uma FAT?
São pessoas que cuidam temporariamente de animais que precisam de ajuda. As famílias temporárias garantem-lhes o carinho e a atenção indispensáveis até que estejam preparados para a adopção.
Nas associações de proteção de animais e centros de recolha municipais existem animais que ainda não estão aptos para adopção pelos mais variados motivos. Por exemplo, animais bebés que necessitam de cuidados especiais até terem idade suficiente para regressar ao local de proveniência e serem adotados. Mas também animais doentes ou magoados que precisam de reabilitação num ambiente seguro e confortável.
As FAT's são precisas durante todo o ano, mas a época da Primavera/Verão é a mais crítica. Nesta altura, muitas cadelas e gatas de rua dão à luz ninhadas de bebés. Sem apoio e cuidados, estas ninhadas acabam muitas vezes por morrer ou geram mais animais abandonados.

Gostava de ser uma FAT?
Ao tornar-se numa FAT, está a prestar um serviço singular aos animais que irá acolher. É uma solução para quem não pode ter um animal a tempo inteiro.
Ao ajudar estes animais, está a aumentar as suas hipóteses de serem colocados numa casa segura com uma família.
Para ser FAT os requisitos exigidos são: dar-lhes muito amor e carinho.
Informe-se junto das entidades citadas e ajude!
Vai ver que é gratificante! Os animais agradecem.

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Novas Regras para a Detenção de Animais Selvagens

Entrou em vigor, no dia 13 de outubro de 2009, a Portaria n.º 1226/2009 de 12/10 que proíbe a detenção de determinadas espécies de animais selvagens bem como dos híbridos delas resultantes. É assim, apresentada uma lista de espécies consideradas perigosas, pelo seu porte ou por serem venenosas, que só podem ser detidas, excecionalmente, por parques zoológicos, empresas de produção animal autorizadas e centros de recuperação de espécies apreendidas.
Destas excepções, não constam os circos, ficando estes inibidos da compra de novos animais, como os macacos, elefantes, leões ou tigres, bem como da reprodução dessa espécie de animais já detidos.
Excluísse igualmente as lojas de animais que, também ficam proibidas de vender cobras de grande porte ou venenosas, algumas aranhas ou lagartos.
De acordo com o preambulo desta Portaria, a justificação para a aprovação destas medidas de proibição ou condicionamento da detenção de espécimes vivos de determinadas espécies prende-se, no essencial, com motivos relacionados com a conservação dessas espécies, com o bem-estar e a saúde desses exemplares e com a garantia da segurança, do bem-estar e da comodidade dos cidadãos em função da perigosidade, efetiva ou potencial, inerente aos espécimes de algumas espécies utilizadas como animais de companhia.

A leitura desta informação não dispensa a consulta ao Decreto-Lei 299/2009 de 3/9 e à Portaria n.º 1226/2009 de 12/10.

Problemas comportamentais dos animais

As principais patologias comportamentais dos cães e gatos podem ser evitadas se os donos tiverem conhecimento de algumas necessidades básicas destes animais.
Segundo alguns especialistas, os animais, tais como os humanos, padecem cada vez mais de patologias comportamentais, estando o tédio e o ócio no topo das razões que conduzem a estes problemas.
Cães e gatos necessitam de Atividade física e desafios mentais, em particular o cão, pois contrariamente ao gato, não sabe descansar.
O cão tem que ir à rua pelo menos duas vezes por dia para correr e fazer as suas necessidades. Cerca de 7 minutos são suficientes para que gaste energias.
No entanto, dentro de casa, é fundamental que o cão tenha brinquedos para que possa manter alguma Atividade cognitiva. A maioria dos brinquedos são estáticos, por isso é conveniente disponibilizar-lhe alguns que sejam mais interativos, constituam um desafio e ocupem a mente.
Uma das patologias mais comuns dos cães é a frustração de ficar sozinho, no entanto, se estiver ocupado, o risco de o cão fazer disparates é significativamente reduzido. Por outro lado, há situações em que a frustração de estar sozinho é de tal ordem que o animal chega a automutilar-se, roendo as patas ou perseguindo e roendo cauda, por ser a única coisa em seu redor que produz qualquer movimento.
O tratamento das patologias no cão é mais difícil, pois o dono também tem que fazer parte do processo.
Há até especialistas que defendem que todos os cães deveriam ter lições de obediência. Estes treinos seriam realizados com o dono, pelo que seria proveitoso para ambos: ao cão seriam ensinadas regras elementares da sociedade humana e os donos tomariam contacto com a lógica de raciocínio canina, as suas necessidades básicas e a forma de serem os guias à altura daquilo que cada cão necessita.
A maior parte das patologias do cão são solucionáveis apenas com treino, sem necessidade de qualquer tipo de medicação, nomeadamente as mais frequentes, tais como a agressividade por conflito social, na qual o cão não conhece o seu lugar na hierarquia, ou a agressividade por dominância ou por medo.
No caso dos gatos as patologias mais frequentes são a marcação de território e a agressividade, quer para com os donos, quer entre outros gatos.
O ideal no caso dos gatos é ter 2, em vez de um. Por ser um animal que vive em grupo e se sentir confortável com a existência de uma hierarquia, o gato será sempre mais feliz se tiver companhia de outro animal da sua espécie.
Os felinos são predadores naturais e, por isso, necessitam de brinquedos que simulem a caça, espaço para correr, locais apropriados para afiar as unhas, a sua arma natural, sítios altos para onde saltar e uma janela para que possam ver a rua. Tirando estes pormenores, o gato passará a maior parte do tempo a dormir.
O tratamento das patologias dos gatos acaba por ser mais facilitado, pois envolve apenas o animal e a casa em que reside, no sentido de lhe facultar todas as condições acima mencionadas.

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Ajudar os animais seniores a viver melhor

Os avanços da ciência aumentam a esperança média de vida dos humanos, mas, também, dos animais.
Este fato, aliado à existência de maior número de veterinários e à importância e cuidados que os donos atribuem cada vez mais aos animais de estimação, representa, sem dúvida, um aumento do número de animais seniores.
Os animais seniores têm mais tendência a artroses, displasias, insuficiências renais, cataratas, diabetes, patologias cardíacas ou oncológicas, entre outras.
No caso dos cães, por exemplo, a partir dos 7 anos (5 nos de grande porte), os animais estão com uma idade equivalente aos 45-50 anos dos humanos. É nesta altura que os cuidados devem ser redobrados.
O investimento numa alimentação de qualidade ao longo das várias fases da vida do animal, permite reduzir as probabilidades de aparecimento de patologias, nomeadamente as que estão relacionadas com os alimentos, como por exemplo problemas de pele, de fígado, de dentes ou de rins, entre outros. A ração dada ao animal deve conter níveis moderados de proteínas de alta qualidade, quantidades ajustadas de anti-oxidantes e vitaminas, reforço de nutrientes para as cartilagens e ácidos gordos específicos.
Uma ida anual ao veterinário, como forma de deteção de patologias em estado precoce, é, claramente, um fator determinante no aumento da qualidade de vida do animal.
Um exemplo de patologia que não é exclusiva dos animais idosos, embora mais frequente em idades avançadas, cuja prevalência cresceu com o aumento da esperança de vida dos animais, é a doença cardíaca.
A patologia cardíaca mais frequente nos cães é a insuficiência cardíaca congestiva, que afeta especialmente raças pequenas. As raças grandes e gigantes são mais afetadas pela cardiomiopatia dilatada.
Nos gatos, as patologias cardíacas são em geral menos comuns, embora existam algumas hereditárias nalgumas raças, como os Persas ou os Maine Coon.
No caso das doenças cardíacas congénitas ou hereditárias, é muito importante a intervenção dos veterinários e criadores no rastreio dos animais afetados e portadores, evitando a sua reprodução e consequente transmissão do problema aos descendentes.
Seja no caso das doenças congénitas ou adquiridas, quanto mais precoce for o diagnóstico, maior a probabilidade de sucesso terapêutico, sendo também fundamental a elaboração de um plano de acompanhamento do animal ao longo da sua vida, com a colaboração preciosa do dono na realização do
tratamento médico e dos rastreios que se revelem necessários para controlo da evolução do problema.
Se a história clínica do animal e o exame físico continuam a ser indispensáveis no diagnóstico da doença, a evolução tecnológica dos últimos anos permitiu melhorar consideravelmente a precisão de diagnóstico e a capacidade de avaliação da função cardíaca.
Tal como nas técnicas de diagnóstico, também a evolução tecnológica no caso do tratamento é assinalável.
Fundamental, como nas restantes vertentes da vida de um idoso, seja ele humano ou animal, é o carinho e cuidado permanentes, que possibilitem que a fase terminal da vida seja plena de qualidade e bem-estar.

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FAT (Família de Acolhimento Temporário)

O que é uma FAT?
São pessoas que cuidam temporariamente de animais que precisam de ajuda. As famílias temporárias garantem-lhes o carinho e a atenção indispensáveis até que estejam prontos para a adopção.
Quais as suas funções?
Pretende-se que todos os animais, considerados adotáveis, recolhidos no CORACO (Centro Oficial de Recolha Animal do Concelho de Odivelas) encontrem um lar seguro e confortável para ali viverem para sempre. No entanto, nem todos os animais recolhidos estão prontos para adopção pelos mais variados motivos. A função da FAT é, por exemplo, cuidar de animais bebés que necessitem de amor e cuidados até terem idade suficiente para serem adotados ou animais doentes/magoados que precisam de reabilitação num ambiente seguro e confortável.
Gostava de ser uma FAT?
Tornar-se numa FAT significa prestar um serviço singular aos animais que irá acolher, pois as hipóteses de serem adotados aumentam significativamente. É também uma solução para quem não pode ter um animal a tempo inteiro.
Envie-nos um e-mail para gvm@cm-odivelas com os seus dados, a saber:
- Nome
- Morada
- Telefone
- Telemóvel
- Profissão
- Tipo de residência (vivenda, andar)
- Tem animais? Quantos? Espécie?
- Qual a espécie que gostaria de acolher?
- Observações
Se tiver alguma dúvida,
não hesite em contatar-nos através do telefone 219 320 835/40

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Câmara Colabora com Veterinários Sem Fronteiras

Os Veterinários Sem Fronteiras de Portugal vão realizar uma missão na Ilha do maio - Cabo Verde, entre 28 de julho e 13 de agosto, em que se irá esterilizar cerca de 60 a 80 canídeos e administrar-lhes medicamentos contra a sarna e as parasitoses gastrointestinais.

Através deste método, pretende-se reduzir o número de casos de sarna na população e 40% do número de canídeos errantes..

Além de tratar e cuidar, esta organização tem como objetivo efetuar sessões de esclarecimento sobre os cuidados básicos de saúde no contacto com os animais. Para uma maior facilidade de entendimento e perceção, a Câmara Municipal de Odivelas cedeu folhetos de informação e sensibilização sobre os temas em causa, para que possam ser distribuídos pela população.

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Dicas para Proteger os Animais

Cuide bem do seu animal. Mude-lhe a água todos os dias, prefira a ração seca, mantenha-o limpo, abrigado e leve-o, sempre que necessário, ao veterinário. Além destas necessidades básicas, brinque, passeie com ele, dê-lhe carinho e atenção. Nunca o abandone.

Compre roupa e sapatos que não utilizem pele.

Prefira produtos que não sejam testados em animais.

Adote um animal em vez de comprar. Os canis municipais e as associações de proteção de animais albergam milhares de animais dóceis que procuram um lar.

Esterilize o seu animal de companhia. Para a maioria das pessoas, a ideia pode parecer cruel ou um ato contra a natureza, mas os especialistas garantem e os fatos comprovam que esta cirurgia torna os animais mais felizes e saudáveis. Além disso, chegámos a um ponto em que são muitos mais os animais que nascem do que os lares que existem para eles. Todos os anos morrem animais devido ao abandono, negligência, atropelamento, frio, maus-tratos ou fome.

Colabore. Faça-se sócio de uma associação de proteção de animais ou seja voluntário em associações ou canis municipais. A ajuda é sempre indispensável.

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Nova Lei sobre Cães Perigosos e Lutas de Cães

O Entrou em vigor no dia 1 de janeiro deste ano o Decreto-Lei 315/2009 que estabelece pena de prisão para quem promove ou participa em lutas de cães. No preâmbulo do diploma, o Ministério da Agricultura reconhece que a punição enquanto contraordenação das ofensas corporais por animais de companhia não é fator de dissuasão suficiente, razão por que tipifica agora esses comportamentos como crime. Este diploma agrava não só a penalização dos promotores de lutas de cães, mas também dos detentores das raças de cães potencialmente perigosos, como o Pit Bull ou o Rottweiler, que não cumpram os requisitos que a lei exige, como o registo e o licenciamento destes animais.

Ver Decreto-Lei 315/2009

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Como atuar perante um cão-guia?

O cão-guia é considerado um cão de trabalho, destinado a auxiliar pessoas invisuais no seu dia a dia.

O seu comportamento e forma de estar são totalmente diferentes da dos outros cães e a dupla função de guia e de companheiro do seu dono invisual deve ser respeitada. Na presença da dupla invisual/cão-guia, devemos ignorar o animal, não o tratando como animal de estimação, mas como uma ferramenta essencial para que o invisual possa desempenhar as suas tarefas quotidianas.

Nunca se deve tocar ou acariciar um cão-guia quando ele se encontra com o arnês posto, ou seja, quando está a trabalhar. Isso desconcentra-o, impedindo-o de desempenhar corretamente a sua função.

O mais adequado é ignorá-lo. E nunca, de forma nenhuma, ter medo do animal!

Os cães-guia, são muito bem adestrados e são incapazes de fazer mal sem motivo aparente.

Ao passarmos, acompanhados por outro cão, ao lado do invisual ou do seu cão, devemos controlar o nosso animal, para evitar que possa acontecer algum acidente.

Não se deve oferecer guloseimas ou alimentos; os cães-guia têm um horário estabelecido para se alimentarem.

Quando nos dirigirmos a uma pessoa invisual acompanhada de um cão-guia, devemos falar diretamente para ele e não para o cão.

Se um invisual acompanhado por um cão-guia nos pedir ajuda, devemo-nos aproximar dele pelo lado direito para que o cão possa manter-se à sua esquerda.

Se for esse o desejo do invisual, este apoiar-se-á no nosso cotovelo esquerdo e o cão deixará, temporariamente, de estar "ao serviço".

Se um invisual com um cão-guia nos pedir que lhe indiquemos uma direção, devemos dar-lhe indicações claras sobre o sentido para o qual ele se deve voltar ou seguir para chegar ao lugar pretendido.

Não se deve correr nem agarrar o braço de um invisual com um cão-guia
sem antes lhe falarmos. E, por favor, nunca tocar no arnês; só o invisual o deve fazer.

De acordo com o treino que recebem, os cães-guia têm horas e lugares pré-determinados para esvaziar os esfíncteres.

Estão também habituados e habilitados a viajar em qualquer meio de transporte, encostados aos pés do seu dono invisual, sem causar incómodo aos outros passageiros, seja dentro ou fora do país.

Dado o rigoroso treino que têm, os cães-guia estão habituados e habilitados a aceder e permanecer junto aos seus donos em qualquer tipo de estabelecimento, tanto de saúde como em centros comerciais, restaurantes, supermercados, cafetarias, cinemas, teatros, centros de estudo ou de trabalho, etc., sem causar alteração ao normal funcionamento dos mesmos nem incómodos aos outros utentes ou funcionários.

Nos locais de trabalho, os donos de cães-guia estão habilitados a exercer as suas funções com os cães ao seu lado. De acordo com o treino que recebem, os cães-guia nunca vagueiam pelos recintos, ficando encostados aos pés do dono invisual.

Os cães-guia têm o mesmo direito que os donos para gozar de livre acesso a todos os locais públicos.

Siga estes conselhos. O respeito por estas indicações, facilita e ajuda a relação diária entre os cães-guia e os seus donos

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Reprodução na cadela e na gata

Nas zonas urbanas, ter uma cadela ou uma gata num apartamento coloca algumas questões relacionadas com o aparecimento do cio, acasalamentos descuidados, gravidezes indesejadas e incómodo da vizinhança.

Ao contrário do que acontece nas fêmeas de outras espécies, nomeadamente nas mulheres, as cadelas e gatas não têm menopausa, ou seja, em condições normais, têm cios e são férteis até ao fim da vida.

Caso haja a intenção de permitir ninhadas, importa conhecer em que altura se deve permitir o acasalamento, para que a gravidez se desenrole na melhor fase do desenvolvimento da fêmea. Se não se pretende que esta engravide, existem vários métodos contracetivos disponíveis, alguns dos quais definitivos, cujos prós e contras se deve ter em conta antes de optar por qualquer deles.

O cio

Esta é a denominação comum para designar um conjunto de alterações hormonais que preparam o corpo da fêmea para conceber e desenvolver, a termo, uma gravidez. Essas alterações hormonais desencadeiam uma série de modificações físicas e comportamentais, cujos sinais nos ajudam a perceber em que fase do ciclo reprodutivo a fêmea se encontra.

O primeiro sinal de cio na cadela é o aparecimento de perdas de sangue por via vaginal, semelhantes às que ocorrem na menstruação. Essa fase dura cinco a nove dias e é seguida e/ou acompanhada de aumento de volume da vulva. Geralmente a cadela não aceita o macho nos primeiros dias do cio, mas apenas uns dias mais tarde, quando o corrimento sanguíneo se transforma em mucoso e esbranquiçado ou rosado. O período de máxima fertilidade ocorre entre o nono e o décimo terceiro dia após o início do cio.

Nas gatas, não se observam hemorragias, mas as alterações comportamentais são bastante evidentes: vocalizações, aumento da afetividade, arqueamento do dorso como resposta a carícias no pêlo, elevação da cauda quando se passa com a mão na base da mesma, etc. Nalguns casos, há marcação de território, com deposição de algumas gotas de urina em locais estratégicos do ambiente em que a gata vive.

O acasalamento

O cão é atraído pelo odor muito ativo das feromonas (substâncias odoríferas destinadas a atrair os machos) produzidas pela cadela. Inicia uma série de atitudes de cortejo, tentando montá-la. A cópula, na sua fase final, inclui um movimento de rotação do macho sobre a fêmea, ficando juntos pela região caudal e virados para direções opostas. Muitas vezes, erradamente, na tentativa de evitar a fecundação, as pessoas tentam separá-los nesta fase, o que é literalmente impossível, podendo causar graves lesões quer no macho, quer na fêmea.

Os machos são bastante mais territoriais que as fêmeas, pelo que estas devem ser levadas ao macho e não o inverso, para que o acasalamento resulte.

No caso dos gatos, as fêmeas iniciam o ritual de acasalamento, manifestando uma posição que propicia a cópula,com rastejamento, flexão das patas e desvio da cauda. O gato segura a gata pelo pescoço durante a monta. Quando a cópula termina, a fêmea rola várias vezes sobre si mesma, indicando que a mesma se consumou.

A gravidez

Para minimizar complicações durante a gravidez e na altura do parto, dever-se-á permitir que a fêmea engravide só após o terceiro cio, altura em que se considera que o seu desenvolvimento e maturidade são suficientes.

A gravidez de cadelas e gatas tem uma duração semelhante, variando entre 59 e 63 dias.
Nas cadelas, quanto maior for o porte ou raça, mais provável é o nascimento de uma ninhada grande. As cadelas pequenas têm 1 ou 2 filhos, enquanto que as de maior porte podem ter 10 ou 12.

O diagnóstico de gravidez pode fazer-se por palpação, entre os dias 20 e 30 de gestação. Nesse período, um médico veterinário experiente consegue sentir as vesículas embrionárias, pequenas formações esféricas correspondentes à fase inicial de desenvolvimento fetal. Por volta do 30º dia de gestação, o crescimento uterino torna-se difuso e é mais difícil reconhecer as vesículas embrionárias. É a altura certa para verificar a viabilidade fetal, verificando os batimentos cardíacos dos fetos por ecografia.

No final dos dois primeiros terços de gestação, é possível visualizar os esqueletos dos fetos radiograficamente e contá-los.

O parto

As cadelas podem parir durante um período de 24 a 36 horas. As contrações costumam ser visíveis quando a fêmea se deita de lado ou se põe de “cócoras”. Os cachorros nascem envolvidos pela membrana corio-alantóide, que a cadela se encarrega de romper. A cada cachorro corresponde uma placenta e um cordão umbilical, igualmente cortado pela mãe, que seguidamente lambe o recém-nascido para o limpar das secreções do parto e lhe estimular a respiração. Caso alguns destes passos não sejam efetuados pela parturiente, deverá ser auxiliada por quem está a assistir ao parto.

Uma das situações que mais impressionam quem não está habituado, é a ingestão das placentas pela cadela. No entanto, é um comportamento absolutamente normal.

Nas quatro a seis semanas após o parto, a fêmea apresenta uma descarga vaginal sanguinolenta ou esverdeada, mais ou menos abundante, mas normal; desde que o restante estado geral da cadela seja bom, não há razão para preocupações.

Nas gatas, os acontecimentos são praticamente idênticos, embora, entre o nascimento da primeira cria e das restantes, decorram por vezes mais de 12 a 24 horas. Nesse intervalo de tempo, a fêmea amamenta a cria nascida e comporta-se como se já tivesse terminado o trabalho de parto. Esta situação deve ser distinguida daquela em que há manifesto sofrimento, o que pode significar que há dificuldades em expulsar a(s) cria(s) seguinte(s).

Métodos anticoncecionais

Quando a gravidez não é desejada, existem vários processos para a evitar. Os métodos médicos (pílula injetável ou em comprimidos), embora geralmente eficazes, têm diversos efeitos secundários, como aparecimento subsequente de tumores mamários e infeções uterinas.

Os métodos cirúrgicos têm a vantagem de serem definitivos e isentos de contraindicações. Pode-se optar por retirar os ovários, ovários e útero ou apenas laquear as trompas. O método a adotar será uma opção tomada conjuntamente pelo médico veterinário assistente e o proprietário do animal, consoante as necessidades. Por exemplo, existindo um casal de cães numa mesma casa, os donos podem optar por apenas laquear as trompas à fêmea, para que ela continue a ter cios e a acasalar, embora sem engravidar.

No caso dos machos, a esterilização cirúrgica pode ser feita recorrendo à castração, o que é prática comum em gatos e cada vez mais frequente em cães. Quando se possui um casal de cães, é mais prático e barato optar por operar o cão do que a cadela porque, para além de ser uma cirurgia menos traumática, o pós-operatório é de mais fácil recuperação.

Não existem efeitos secundários à realização destas cirurgias. Apenas aumenta a tendência para os animais engordarem, o que poderá ser minimizado recorrendo a alimentação própria para animais esterilizados, já existente no mercado.

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Os Animais perante a Lei

O animal doméstico é um amigo inigualável. Proporciona-nos momentos de alegria, de carinho e é-nos fiel até ao fim da sua vida. No entanto, ao adotar um animal, é imprescindível que esteja perfeitamente consciente das responsabilidades que irá ter.

Além das necessidades básicas, tais como cuidados de saúde, bem-estar, alimentação ou condições de alojamento, existem ainda normas, que nem sempre são do conhecimento geral, mas que estamos obrigados a cumprir.

Por esse motivo, apresentamos um pequeno resumo de alguma da legislação considerada pertinente para que possa ficar mais elucidado e informado.

E não se esqueça, nunca deve abandonar um animal, infringir-lhe dor, sofrimento ou angústia!

 

Legislação Útil:

- Os detentores dos animais devem identificá-los por método eletrónico e registá-los entre os 3 e os 6 meses de idade (Decreto-Lei n.º 313/2003, de 17 de dezembro, art.º 3º);

- A identificação eletrónica só pode ser efetuada por um médico veterinário, através da aplicação subcutânea de uma cápsula no centro da face lateral esquerda do pescoço (Decreto-Lei n.º 313/2003, de 17 de dezembro, art.º 3º);

- Após a identificação, dispõe de 30 dias para proceder ao registo e ao licenciamento na junta de freguesia da área do seu domicílio ou sede (Portaria n.º 421/2004, de 24 de abril, art.º 2º e 3º );

- Anualmente, tem de solicitar na junta de freguesia onde o registou, a renovação da licença (Portaria n.º 421/2004, de 24 de abril, art.º 4º);

- É obrigatório o uso por todos os cães e gatos que circulem na via ou lugar públicos de coleira ou peitoral, no qual deve estar colocada, por qualquer forma, o nome e morada ou telefone do detentor (Decreto-Lei n.º 314/2003, de 17 de dezembro, art.º 7º);

- Em caso de morte, cedência ou desaparecimento, deve comunicar o fato à respetiva junta de freguesia para que esta proceda ao cancelamento do registo. Se não o fizer, e caso o animal venha a ser capturado, pode ser acusado de o ter abandonado (Portaria n.º 421/2004, de 24 de abril, art.º 3º). Os prazos são: morte ou extravio – 5 dias; mudança de residência ou extravio do boletim sanitário – 30 dias (Decreto-Lei n.º 313/2003, de 17 de dezembro, art.º 12º);

- Uma vez declarada a obrigatoriedade da vacinação antirrábica, ficam a esta sujeitos todos os cães com três ou mais meses de idade (Portaria n.º 81/2002, de 24 de janeiro, artigo 2º);

- Nos prédios urbanos podem ser alojados até três cães ou quatro gatos adultos por cada fogo, não podendo no total ser excedido o número de quatro animais (Decreto-Lei n.º 314/2003, de 17 de dezembro, art.º 3º);

- O dono ou detentor de animais de companhia que causem ferimentos, lesões ou danos materiais a terceiros ou à sua propriedade será responsável pelas despesas decorrentes, nomeadamente as resultantes de tratamentos médicos, sem prejuízo de outras eventuais responsabilidades cíveis ou criminais (Portaria n.º 81/2002, de 24 de janeiro, artigo 29º);

- É considerado abandono de animais de companhia a não prestação de cuidados no alojamento, bem como a sua remoção efetuada pelos seus detentores para fora do domicílio ou dos locais onde costumam estar mantidos, com vista a pôr termo à sua detenção, sem que procedam à sua transmissão para a guarda e responsabilidade de outras pessoas, das autarquias locais ou das sociedades zoófilas. Este ato constitui uma contraordenação punível pelo Diretor-Geral de Veterinária com coima cujo montante mínimo é de € 25 e o máximo de € 3740 (Decreto-Lei n.º 315/2003, de 17 de dezembro, art.º 6.º-A e 68º).

 

A informação prestada não dispensa a consulta do diploma.

Decreto-Lei n.º 313/2003, de 17 de dezembro
(Cria o SICAFE – Sistema de Identificação de Caninos e Felinos, que estabelece as exigências em termos de identificação eletrónica de cães e gatos enquanto animais de companhia e o seu registo numa base de dados nacional.)

Decreto-Lei n.º 314/2003, de 17 de dezembro
(Revoga o Decreto-Lei 91/2001 de 23 de Março. Aprova o Programa de Luta e Vigilância Epidemiológica da Raiva Animal e Outras Zoonoses.)

Decreto-Lei n.º 315/2003, de 17 de dezembro
(Altera o Decreto-Lei 276/2001 de 17 de outubro.)

Portaria n.º 81/2002, de 24 de janeiro
(Aprova as Normas Técnicas do Programa de Luta e Vigilância Epidemiológica da Raiva Animal e Outras Zoonoses, foi alterada pela Portaria 899/2003 de 28 de agosto.)

Portaria 899/2003 de 28 de agosto
(Aprova o modelo de boletim sanitário oficial.)

Portaria n.º 421/2004, de 24 de abril
(Aprova o Regulamento de Classificação, Identificação e Registo dos Carnívoros Domésticos e Licenciamento de Canis e Gatis. Revoga a anterior Portaria 1427/2001 de 15 de dezembro.)

Decreto-Lei n.º 292/2000, de 14 de novembro
(Regulamento Geral do Ruído que considera como ruído de vizinhança o ruído provocado por animais.)

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Doenças mais frequentes

Quase todas as doenças que afetam o Homem, podem afetar os nossos animais de companhia, mas para além dessas, existem algumas doenças infetocontagiosas específicas de cada espécie, podendo ou não ser contagiosas para nós.

Até a vacinação estar completa, corre-se o risco de aparecer Esgana ou Parvovirose num cachorro e Coriza num gatinho. Estas são as doenças mais frequentes antes da proteção conferida pelas vacinas. Apesar de qualquer uma delas ser curável, podem deixar sequelas importantes para o resto da vida do animal.

São doenças muitas vezes difíceis de detetar por um dono menos experiente, manifestando-se por formas tão subtis como "remela" esverdeada, diarreia ou tosse.

Outro problema importante, mas facilmente evitável, é o parasitismo intestinal, que pode causar desnutrição e atrasos de desenvolvimento dos bebés. Os sintomas mais evidentes são a diarreia, vómitos e o sinal mais caraterístico de arrastarem o "rabinho" no chão. Com o desparasitante adequado, habitualmente administrado pelo Médico Veterinário durante a consulta, consegue-se resolver facilmente a questão.

Durante o crescimento, se a alimentação não for a correta, podem surgir problemas ósseos e de articulações, mais frequentes em raças de cães grandes e de crescimento acelerado. O Médico Veterinário saberá aconselhar a dieta mais apropriada para os evitar.

Em adultos, o principal problema tem que ver com a pele e o pêlo, em geral devido à existência de parasitas externos (pulgas e carraças). Muitos animais, sejam eles cães ou gatos, podem manifestar problemas alérgicos mais ou menos graves resultantes da picada da pulga. A regra de ouro relativamente às pulgas é nunca dizer "não há pulgas em casa", preocupando-se em utilizar, em todos os animais residentes, um produto comprovadamente eficaz, aconselhado pelo Médico Veterinário. Em Portugal, existem condições ideais para a multiplicação de pulgas, nomeadamente no ambiente doméstico, dado que a temperatura e humidade se mantêm a valores elevados durante quase todo o ano.

A partir de uma certa idade, aumenta a predisposição para problemas oncológicos, sendo frequente o aparecimento de tumores mamários em gatas e cadelas. Também as patologias do aparelho reprodutor, nomeadamente nas fêmeas, são mais frequentes a partir dos 3 anos de idade. O aparecimento de um corrimento vaginal anormal, fora da época de cio, é o sinal de alarme.

Existe também uma certa predisposição para determinadas doenças por parte de algumas raças específicas de cães e gatos. Por ex., nos Boxers são frequentes os problemas cardíacos, nos Pastores Alemães, a displasia da anca, nos Caniches, os problemas alérgicos, nos gatos Persas, fungos na pele, entre outros exemplos.
Independentemente das patologias mais frequentes, é essencial a consulta veterinária anual, mesmo de um animal aparentemente saudável.

Desenvolveremos alguns destes temas em artigos posteriores.

Guia de férias

Assim, se a sua opção for levá-lo consigo, deixamos aqui alguns conselhos úteis.

Planeie com antecedência o local de destino e verifique se é aceite a presença de animais domésticos.

Durante a viagem, é essencial que o animal esteja identificado na coleira com o nome e morada do dono e respetivo telefone ou outro meio de contacto. Se possível proceda previamente à identificação eletrónica do seu animal de estimação (colocação de microchip por via subcutânea, que providencia a identificação mais segura que existe atualmente, tema que desenvolveremos em artigos posteriores).

Alguns animais enjoam, o que se manifesta por vómitos e salivação exagerada. Existem medicamentos para atenuar esses sintomas; peça sempre conselho ao Médico Veterinário assistente.

Consulte aqui mais dicas sobre:

  4Gatos

  4Cães

  4Viagens para o estrangeiro

Sabia que existem empresas que fazem serviços de atendimento a animais ao domicílio, incluindo alimentação, higiene e passeios? Nalguns casos, esta é a solução mais viável. De qualquer forma, não deixe de consultar o “Guia de Férias” para mais informações.

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Como alimentar corretamente o seu cão/gato

Não existem leis rígidas para a alimentação dos animais. Podem fazer-se refeições em casa extremamente completas, à base de carnes e peixes grelhados ou cozidos, com arroz ou massa, legumes e fruta.

No entanto, as rações, em especial as secas, são elaboradas por especialistas em nutrição animal, tendo em conta as necessidades básicas das espécies, na proporção e quantidade adequadas de cada nutriente. São também extremamente práticas quando se passa muito tempo fora de casa e se dispõe de pouca disponibilidade para cozinhar. Têm ainda a vantagem de estimularem as gengivas e desfavorecerem a deposição de tártaro dentário.

Não esqueça, no entanto, que não deve dar a provar as coisas que, embora saiba que os seus animais vão gostar, tem consciência que lhes fazem mal. Além disso, um cão ou um gato não saberão se gostam de alguns alimentos se não os provarem.

Fritos, refogados, guisados, pão com manteiga, fiambre, queijo e outros laticínios curados, doces, bolachas, bolos e afins, regra geral causam problemas intestinais numa primeira fase e mais gerais, a longo prazo.

Nestes, incluem-se os problemas de fígado e de pele e pêlo.

Nunca esqueça que o tempo médio de vida de um cão é de 12 anos, dependendo das raças. O gato pode ultrapassar os 15 anos. Quer isto dizer que tudo quanto aos humanos causa problemas a médio/longo prazo, manifesta-se nos animais em poucos meses, pela proporção relativa de idades.

Assim, aceder aos desejos do seu animal acaba por ter efeitos secundários na saúde dele e na sua bolsa.

Uma regra básica para os primeiros tempos de vida é a frequência das refeições: tal como os bebés, que mamam de 3 em 3 horas, também os cachorros e gatinhos devem comer pouco de cada vez e muitas vezes por dia. No entanto, no caso da alimentação seca, é possível deixar à discrição durante o dia a quantidade indicada para aquela idade e peso do animal, apenas com água limpa à disposição.

A partir dos seis meses, o número de refeições diárias reduz-se para duas, passando para uma a partir dos nove meses. Algumas raças de porte mais pequeno, continuam a fazer duas refeições diárias em adultos.

Os gatos preferem repartir as refeições ao longo do dia, alimentando-se frequentemente durante a noite.

As latas de comida, tão populares entre os donos, pecam por excesso de corantes e conservantes e deterioram-se facilmente depois de abertas, sobretudo no Verão. Como qualquer outra conserva, deve passar-se o alimento para uma caixa plástica e guardar no frigorífico.

Alguns donos de gatos estranham que os seus animais não consumam água. O gato é um animal que consegue aproveitar a humidade presente no alimento; se for alimentado com comida enlatada, portanto húmida, muitas vezes dispensa a ingestão de água, uma vez que retira a totalidade da água presente no alimento. No entanto, para um bom funcionamento renal, é indispensável uma equilibrada ingestão de água, conseguida quando se alimentam os gatos com ração. Também é aconselhável que, desde cedo, se habitue o gatinho a beber de um bebedouro e não da torneira porque, se por qualquer motivo nos esquecermos de abrir uma torneira ou estivermos ausentes da habitação por um longo período, podemos contribuir para um mau funcionamento do aparelho urinário ou, a médio/longo prazo, para um grau mais ou menos intenso de desidratação do animal.

Uma dica básica mas muito importante:

Se não é grave que um cão coma ração de gato (e habitualmente gostam bastante, porque as formulações de gato são mais apetitosas devido ao seu paladar mais exigente), o inverso não é verdadeiro. Caso um gato ingira exclusivamente comida de cão, pode ter problemas graves de saúde, dado que necessita de alguns nutrientes específicos que os cães dispensam e como tal não estão presentes na alimentação comercial para cão.

Em artigos futuros, falaremos de situações específicas que exigem alimentações especiais, como o crescimento, a gravidez/latação, a obesidade ou a velhice.

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Animais Exóticos

É reconhecida a nova moda de animais domésticos que, nos últimos anos, povoam cada vez mais habitações em Portugal e no resto do Mundo. Talvez por haver a ideia errada de que ocupam menos espaço e dão menos trabalho do que cão e gato, talvez pela simples curiosidade sobre os seus hábitos e modos diferentes de vida, pelo fascínio de ter um "pedaço de natureza" em casa, ou simplesmente porque os amigos também têm e estão a gostar da experiência.
Antes de se ter qualquer animal de estimação, e com muito mais propriedade se esse animal for exótico, há diversas questões que devemos colocar a nós próprios, para que se tome a decisão com responsabilidade e maturidade.
Sabe realmente o que envolve a posse de um animal doméstico exótico? Já tem conhecimentos suficientes sobre a espécie, cuidados e exigências, habitat? Já fez alguma pesquisa sobre o assunto?
Porquê um exótico? Porque é fixe, porque é diferente, é um símbolo de "status", para impressionar os amigos, para chamar a atenção, porque é fofinho (atenção, que eles crescem), porque os filhos querem a todo o custo ter um, porque sim…

ver texto na integra (PDF com 256KB)

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FIV e FeLV dos Gatos. Como Prevenir?

Os gatos são animais de companhia muito fáceis de ter em casa, pois não precisam de ir à rua. São extremamente asseados. Lavam-se várias vezes ao dia, pelo que não necessitam de banho. Se forem esterilizados antes de fazer cio, nunca marcam território. Quando habituados, são muito meigos e excelentes companheiros.
Contudo, muitos donos gostam de deixá-los ir à rua por pensarem que é mais saudável. Na rua, os animais contatam com outros gatos, contraindo as mais variadas doenças, quer por contacto direto, quer através de lutas.
Neste artigo vamos falar de duas das mais graves doenças infeciosas dos gatos, que são contraídas na rua e que se revelam, muitas vezes, fatais.


Saiba mais (PDF com 20KB)

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Gabinete Veterinário Municipal

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