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Património Cultural Imaterial do Concelho de Odivelas

No âmbito da promoção e valorização da identidade histórica de Odivelas, a Câmara Municipal apresenta um conjunto de trabalhos realizados com pessoas e profissões antigas em Odivelas.

Vídeo 1

Óscar Cardoso (Guitarreiro)

Vive e tem oficina na Póvoa de Santo Adrião (no Casal do Privilégio). Com um ano, veio com a família de Cinfães do Douro, para esta freguesia do Concelho de Odivelas.
Começou desde cedo a ajudar o pai (apesar deste tentar contrariar o seu interesse). Foi com o pai, (“devo tudo ao meu pai!”) Manuel Cardoso, antigo construtor de guitarras que aprendeu o ofício.

Como bolseiro do estado português, consolidou os conhecimentos teóricos e práticos, numa das melhores escolas da especialidade (“aprendi a construir violinos, segundo o método ‘stradivariano’”), em Cremona, Itália.

O seu trabalho pauta-se pela criatividade e inovação, aplicando as tecnologias mais modernas, como a utilização da fibra de carbono, de que as guitarras sem fundo, com patente registada, são um exemplo. Tem consciência de que o seu trabalho engloba necessários conhecimentos em carpintaria, madeiras, talha, embutidos e metais. E, evidentemente, a música.

É procurado por pessoas de todo o mundo, sobretudo instrumentistas e construtores de guitarras. É considerado um dos melhores na sua arte.

Vídeo 2

Miguel Silva (Farmacêutico)

É seguramente o decano dos profissionais de farmácia em Odivelas. Toda a sua simpatia, toda a sua competência e todo o seu saber concederam-lhe uma justa distinção enquanto profissional e cidadão.

O saber – fazer a Pomada de Óxido de Zinco (utilizada para problemas de pele, queimaduras, papeira) segundo os métodos antigos é muito importante para que conste do inventário local do património imaterial.

«Perante a receita médica, o farmacêutico, quando já não a sabia de cor, consultava a Farmacopeia Portuguesa, para realizar o manipulado. Primeiro verificava quais os químicos necessários - óxido de zinco e vaselina – procedia-se à pesagem. Depois era passado pela peneira 2 a 3 vezes para ficar mais fino e assim se misturar melhor com a vaselina. A mistura dos elementos é realizada sobre uma pedra mármore - poderia ser um vidro espesso - com o auxílio de espátulas».

Para algumas receitas, o farmacêutico teria de utilizar espátulas de osso, para não sofrerem o efeito dos químicos. O processo não era muito moroso mas pretendia-se que a pomada não tivesse grãos, que fosse uma pomada suave.

Depois de terminado o processo, o manipulado era guardado, usualmente em embalagens de cartão, ou em frascos trazidos pelos clientes. Para este último caso, o farmacêutico procedia à limpeza do frasco, colocando no final um rótulo com o nome do manipulado e o respetivo prazo de validade.

Vídeo 3

Jaime Coutinho e Manuel Resende (Alfaiates)

Estão, desde 1965, ligados à Alfaiataria Resende, em Odivelas. É uma parceria que existe há quase meio século.

Até 1973 funcionou na rua Coronel Ferreira Simas, transferindo-se em dezembro desse ano (e até hoje) para a rua do Espírito Santo.

Manuel Resende é, de facto, o alfaiate. Jaime Coutinho esclarece, com alguma ironia: “ele é o mestre, eu sou o contra – o – mestre”.

Manuel Resende iniciou a sua ligação à costura quase por obrigatoriedade, uma vez que era a profissão de eleição na sua terra natal, Cinfães do Douro. Cabe-lhe todo o trabalho mais técnico de alfaiate, corte, provas e execução.

Jaime Coutinho sempre teve familiares ligados à área, apesar de estar a trabalhar num escritório. Mas, o encerramento do escritório fez com que viesse para a alfaiataria coordenar toda a atividade – atendimento de clientes, relações públicas - e aqui continua.

Nos dias de hoje, continuam no exercício da sua profissão, dando o melhor de si, para que cada cliente fique um amigo. E, isso acontece.

Vídeo 4

José Gonzalez Garrido (Amolador)

Natural de Orense na Galiza, Espanha, veio para casa de familiares, em Lisboa, há quase 50 anos, para aqui começar a trabalhar.

Sempre o fascinou a musicalidade do anunciar da chegada do ‘amolador’. Com eles aprendeu o ofício. Já profissional competente deambula com a sua roda de amolar pelas ruas de Lisboa apregoando os seus serviços, «facas, tesouras para amolar» mas também guarda-chuvas para reparar.

Cedo percebeu que na cidade de Lisboa a concorrência era maior que nos arredores, pelo que se dedicou à zona de Odivelas. Aqui exerceu a sua atividade, de rua em rua, com a sua roda de amolador durante cerca de 15 anos. Fixou-se com loja própria na rua Guilherme Gomes Fernandes, em Odivelas, onde ainda hoje permanece e trabalha, desde 1985.


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