Concelho

Locais de Interesse

Anta de Pedras Grandes

Anta com câmara formada por 7 esteios e um pequeno corredor virado a Sudoeste. Esta estrutura de grandes blocos calcários, foi utilizada como espaço funerário, durante o Neolítico final e Calcolítico. (4º-3º milénios a.C.). Está classificada como Monumento Nacional pelo DL n.º 33587, de 27-03-1944 e DL n.º 37450, de 16-06-1949.

Localização: Bairro Casal Novo, Caneças

Visitas: Visitas orientadas são de entrada livre e sujeitas a marcação prévia e devem ser efetuadas por email cultura@cm-odivelas.pt ou por telefone: 21 9320800.

 

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Aqueduto das Águas Livres

A construção do Aqueduto das Águas Livres é decretada em 1731, pelo rei D. João V. A sua construção inicia-se em 1732 e termina em 1799, prolongando-se pelos reinados de D. José e D. Maria I.

Esta obra teve como objetivo "matar a sede da capital do Reino", dado que a água existente em Lisboa não permitia o abastecimento de toda a população, que tinha de recorrer à beira rio, a montante do Terreiro do Paço, para se abastecer.

Delineado pelos arquitetos Manuel da Maia e Custódio Vieira, o Aqueduto das Águas Livres é composto pelo aqueduto principal localizado nas Amoreiras, e cujas galerias se destinavam à distribuição urbana, e por aquedutos subsidiários, que traziam novos caudais de água, de reforço à parte ocidental da cidade, em expansão.

É neste contexto, que foram construídos em Caneças, previsivelmente na segunda metade do séc. XVIII, quatro aquedutos subsidiários para levar a Lisboa as águas das nascentes de Caneças. Os quatro aquedutos — identificando-se aqui o Aqueduto do Olival do Santíssimo como aqueduto principal, e os aquedutos do Poço da Bomba, Vale da Moura e Carvalheiro como abastecedores deste - foram desativados na década de 70, por falta de qualidade das águas e diminuição dos caudais das suas nascentes.

Localização: Freguesia de Caneças

 

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Biblioteca Municipal D. Dinis

Ver informação no site da Biblioteca Municipal D. Dinis

Casal de Sant’Ana

É um edifício que se enquadra na arquitetura caraterística do Estado Novo, de casa típica portuguesa, implantada em meio rural, em zonas periféricas das grandes cidades.

Neste edifício, viveu o ator Vasco Santana (1898-1958), partilhando-o com a também atriz e companheira, Mirita Casimiro. Era no Casal de Sant´Anna, que Vasco Santana preparava muito do seu trabalho artístico, conjuntamente com o seu filho, o ator e encenador Henrique Santana.

Relevante é o facto de Vasco Santana ter sido o arquiteto desta casa. Isto deve-se à sua primeira paixão profissional: a arquitetura. Vasco Santana antes de abraçar a carreira artística que o imortalizou, foi estudante de arquitetura.

O Casal de Sant´Anna é Imóvel de Interesse Municipal, por deliberação municipal aprovada na 21ª reunião ordinária de 13 de Outubro de 2010.

Localização: Rua Bento de Jesus Caraça, Ramada.

 

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Centro Cultural Malaposta

O Edifício onde se encontra instalado o Centro Cultural Malaposta foi mandado construir pela Câmara Municipal dos Olivais no ano de 1873, numa propriedade denominada "Quinta do Senhor Roubado ou do Painel das Almas", entre as estradas de Loures e a que segue para Odivelas, junto a uma das mais tradicionais entradas na capital, a Calçada de Carriche.

O seu proprietário, António Maria de Brito Pereira Pinto Guedes Pacheco, aceitou a expropriação de 2.600 metros quadrados, pelos quais a Câmara Municipal pagou a quantia de dois mil e quinhentos réis.

Em 27 de Dezembro de 1873 a Camara Municipal dos Olivais requisita alvará para fundar um Matadouro Municipal no local localizado na Quinta do Senhor Roubado ou Painel das Almas equipamento que se mantém em funcionamento até aos anos sessenta do século XX. Após o seu encerramento, o edifício fica ao abandono durante largas décadas, até à implementação do Centro Cultural Malaposta. O edifício foi restaurado e adaptado à realização de eventos na área da cultura: teatro, animação e formação a vários níveis. Foi inaugurado o novo edifício, a 2 de dezembro de 1989. Conservou a estrutura de planta em "U", tendo-se-lhe acrescentado, ligado ao corpo central, a caixa do palco.

Localização: Rua Angola, Olival Basto


+ info: Centro Cultural Malaposta

 

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Centro de Exposições de Odivelas

O Projeto do Centro de Exposições insere-se na linha de desenvolvimento de uma estratégia para o Município, que assenta na elaboração de Projetos integrados que englobem diversos equipamentos culturais, de acordo com um diagnóstico baseado nas prioridades/aspirações apontadas pela população quanto aos espaços para eventos culturais, nomeadamente, a nível da intervenção urbanística e de planeamento de equipamentos coletivos.

Com este equipamento pretende-se, entre outros aspetos, promover a criação cultural, estando certos de que constituirá, sem dúvida, um verdadeiro "Viveiro Cultural".

O Centro é constituído por um conjunto de espaços de caráter cultural e de ateliês de trabalho para artistas de diversas áreas culturais.

Em síntese:

Com este projeto, de uma notável qualidade arquitetónica - um edifício de luz - e desenvolvido internamente na Autarquia, pretende-se dinamizar Atividades diversificadas ligadas à cultura (artes plásticas, música, teatro, etc.), da produção à exposição, num ambiente informal e interativo com o público e inserido num espaço arquitetonicamente versátil e em articulação funcional privilegiada e dinâmica com o Espaço Verde Público. As valências dispõem-se da seguinte forma:

Piso 0

Ao nível deste piso existem duas entradas que podem ser usadas em simultâneo quando haja eventos que o justifiquem. A área maior de exposições também comporta pequenos eventos, concertos de música ou mesmo pequenas encenações teatrais para grupos amadores. A zona de entrada e também foyer da Sala polivalente oferece uma área generosa e suficientemente ampla para colocar alguns trabalhos realizados no Centro de forma informal.

Piso 1

Neste piso, encontramos uma área de exposição com 112 m2.

Piso 2

Vocacionado também para o lazer, dispõe de uma cafetaria e esplanada enquadrada com o Jardim da Música e a Praça, protegida por telas de ensobramento fixas à estrutura do edifico, sendo um ponto de paragem e contemplação do espaço público, ponto de encontro ou simplesmente de descanso, inserido num espaço privilegiado, numa área requalificada da Cidade que irá trazer aos seus munícipes novas Atividades e espaços bucólicos. É também neste piso que podemos encontrar a maior área de exposição com 220 m2.


+ info: Centro de Exposições de Odivelas

 

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Chafarizes

Chafariz D'El Rei

Construído em 1756, a sua localização original era na estrada que ligava a Calçada de Carriche a Loures, hoje EN 8.

Peça constituída por blocos de pedra calcária, possui um grande espaldar com duas bicas. Estas bicas, que lançam a água no enorme tanque onde os animais bebiam, têm a forma de lucernas. Ao centro, encontra-se um baixo-relevo com uma caravela do séc. XVIII.

Reedificado em 1843, o chafariz conserva ainda a inscrição do séc. XVIII.

Depois de ter sido desmontado e guardado em instalações municipais durante cerca de uma década, por motivo de reordenamento urbano, foi colocado, em 1983, no jardim do Chafariz D'El Rei.

Localização: Rua Almirante Gago Coutinho / Av. 25 de Abril, Póvoa de Santo Adrião.

 

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Chafariz na Rua Estêvão Amarante

Associado a este chafariz encontra-se um troço do antigo aqueduto que lhe forneceria água.

Na frontaria, em mármore, estão esculpidos na pedra dois peixes entrelaçados.

Foi objeto de restauro pela Junta de Freguesia da Ramada em 2005.

Localização: Rua Estêvão Amarante, Ramada

 

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Chafariz do Largo D. Dinis

Peça em calcário, construída em 1878, é composta por duas bicas que despontam de dois rostos esculpidos na pedra. A sua bacia é de forma oval.

A implantação inicial deste chafariz foi no centro do largo mas, na década de 50 do Séc. XX, a colocação da estátua da Rainha Santa Isabel neste local, provocou a sua deslocalização para o jardim adjacente.

Localização: Largo D. Dinis, Odivelas

 

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Chafariz do Largo da Infância

De pedra, constituído por quatro bicas e uma bacia de formas ovais, foi desenhado pelo entalhador António Mateus dos Santos (proprietário da Fonte das Piçarras). O acesso às bicas é feito através de um plinto de três degraus.

Localização: Largo da Infância, Caneças

 

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Coleção Visitável da Escola Profissional Agrícola D. Dinis – Paiã

Inaugurada a 23 de Maio de 2012, fruto da parceria entre o Município de Odivelas, a Junta de Freguesia da Pontinha e a EPADD, a coleção visitável localizada no edifício da antiga Vacaria da escola (a funcionar entre 1928 e 1998), surge num contexto de salvaguarda de um importante património etnográfico, constituído por alfaias agrícolas em desuso e materiais pedagógicos antigos. O edifício apresenta um corpo central e dois laterais simétricos e uma sala no primeiro piso que servia de armazém de palhas e forragens. Comporta ainda 3 salas de aula, instalações sanitárias, bar e um auditório. Com a intenção de divulgar tão importante espaço museológico, marco fundamental na história do ensino e da ruralidade distrital de Lisboa e parte integrante da história rural da Freguesia da Pontinha e do Concelho de Odivelas, todo o acervo da EPADD, foi sistematizado e estruturado por coleções e núcleos temáticos da seguinte forma: Salas 1 e 2 – Alfaias, transportes e máquinas agrícolas; Sala 3 - Material Didático e Pedagógico; Sala 4 – Reservas técnicas e Animação pedagógica.

Localização: Rua Pedro Álvares Cabral - Paiã, Pontinha

Visitas: Visitas orientadas de entrada livre, à 4ª Feira, das 10h00 às 12h00, sujeitas a marcação prévia através do email cultura@cm-odivelas.pt ou por telefone: 21 9320800.

 

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Estação Arqueológica da Serra da Amoreira

A estação arqueológica da Serra da Amoreira situa-se no topo desta serra, ocupando uma posição estratégica. Essa situação terá sido relevante em alguns momentos da História das populações do atual território de Odivelas.

Os estudos ali realizados verificaram e recolheram vestígios das ocupações humanas do Neolítico final, Calcolítico final, Bronze final e Idade do Ferro.

Em 1997, através do Decreto n.º 67/ 97, o sítio da Serra da Amoreira é classificado pelo Ministério da Cultura como imóvel de Valor Concelhio.

 

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Fontes

Fonte dos Castanheiros

A Fonte dos Castanheiros foi a primeira a ser explorada por particulares, em 1931 (8 de dezembro), tendo licença de exploração e venda, como água de mesa, por portaria da Direção Geral de Minas e Serviços Geológicas, a 21 de setembro de 1932. “Resultou da união de um grupo de seis pessoas – Artur Alves, Joaquim Diniz Morgado, José Simões Caracoleiro Jr., Manuel Mota Miragaia, Policarpo Domingos Pedroso e Victorino José Fernandes. Desta união, formou-se a Sociedade Água de Caneças, Lda., proprietária da Fonte”.

Esta fonte integra-se numa corrente estética que procura um revivalismo bucólico, pelo seu enquadramento natural e artístico. É uma fonte dotada de várias bicas, situada numa quinta pitoresca, decorada, com embrechados (conchas de moluscos, seixos de rios e fragmentos de cerâmica). Todo o conjunto reporta-se aos ambientes românticos.

O corpo avançado da fonte é composto por três arcos de volta perfeita, encimado por um frontão, de lanços, que enquadra três medalhões de embrechados. A simplicidade e solidez dos seus arcos reportam-nos a um revivalismo neo-romântico.

Em 1938 era a de maior fama, quer pelas suas instalações (em 1935 a sua frota automóvel contava com doze camionetas de distribuição), quer pelo movimento de material expedido. Fonte e Quinta eram frequentadas pelos forasteiros que acorriam a Caneças em busca do seu bom ar e das boas águas.

“Esta fonte possuía o maior caudal de água e era uma das mais conhecidas na distribuição aguadeira, pois caracterizava-se pela sua leveza e sabor”.

Localização: Rua dos Castanheiros, Caneças

 

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Fonte de Castelo de Vide

A Fonte de Castelo de Vide, fundada por Aniceto dos Santos Paisana, localiza-se na rua com o mesmo nome, tendo sido inaugurada em 1931. A designação da fonte deveu-se à toponímia do local, que, por sua vez, herdou o nome de uma habitante.

Encontra-se num edifício térreo cuja fachada é composta por quatro estruturas envidraçadas e, no centro, uma porta de entrada. Estas estruturas encontram-se em muito mau estado de conservação. O interior da fonte é decorado por um painel de embrechados (pequenas amostras de azulejos multicolores, pedaços de cerâmica e vidro, pedrinhas).

Foi a primeira cujo alvará permitia a comercialização de água tanto em bilhas de barro como em embalagens de vidro.

Localização: Rua Fonte Castelo de Vide, Caneças

 

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Fonte das Fontainhas

O primeiro local de Caneças a fornecer água fresca e onde os aguadeiros iam encher as bilhas de barro, era uma gruta. A sua construção é do ano de 1888 e o início da exploração foi em 1910. Nesse ano, a Câmara Municipal de Loures repara-a e amplia-a, surgindo então a Fonte das Fontainhas, construída com pedras do alto de Caneças que, juntamente com a verdura natural lhe dá um aspeto bonito e simples. Entretanto a mesma edilidade canaliza parte da água para um chafariz de duas bicas, no jardim central, facilitando o acesso da água para uso doméstico.

Nascida na Ribeira das Águas Livres ficou, depois da construção do aqueduto com o mesmo nome, reduzida a uma nascente e a uma pequena ribeira, que foi lavadouro público.

Com o objetivo de aumentar a exploração da água foram realizadas obras, contudo, as mesmas “não tiveram os resultados esperados, porque aumentaram a percentagem de minérios de ferro na água, perdendo esta as suas qualidades. O seu consumo foi abandonado”.

No muro esquerdo de acesso à fonte encontram-se nove painéis azulejares, da autoria de Eduarda Filhó, datados de 1997 que se reportam às profissões da época com maior relevância em Caneças, nomeadamente: Veraneante, Lavadeiras, Aguadeiro e Enchedeira. Do lado direito um painel dedicado à Banda.

Foi alvo de obras de limpeza e restauro em 1989 pela Câmara Municipal de Loures.

Localização: Rua das Fontainhas, Caneças

 

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Fonte dos Passarinhos

A Fonte dos Passarinhos, situada a norte do centro da vila de Caneças, no Lugar d´Além, foi inaugurada em 1934 (4 de junho).

Está decorada com embrechados (conchas de moluscos, fragmentos cerâmicos - pequenas amostras de bilhas de barro partidas e seixos de rio). Os materiais enumerados desenham círculos de várias dimensões e no seu interior estrelas.

O local mantém a sua primitiva rusticidade e, além da fonte, completa este conjunto um pequeno escritório, de planta quadrangular, telhado de quatro águas, cuja decoração da fachada também é de embrechados. Foi restaurado com o apoio da Associação dos Amigos de Caneças recentemente.

Tal como a Fonte dos Castanheiros, também a dos Passarinhos se integra numa corrente estética que procura um revivalismo bucólico, pelo seu enquadramento natural, e artístico, pelo seu corpo avançado composto por três arcos de volta perfeita, com a pedra de fecho saliente, encimado por um frontão de lanços bastante recortado e decorado com embrechados. O seu interior é decorado com embrechados e um ingénuo friso azulejar com motivos de grotesco (formas vegetalistas simétricas e estilizadas a que se juntam figuras híbridas).

 

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Fonte das Piçarras

A Fonte das Piçarras, também conhecida como de Santo António, situada na Rua Nau Verde, foi construída em 1898, no entanto, só por portaria de 5 de abril de 1933 é autorizada a exploração e venda da sua água, incutindo-lhe um novo dinamismo. Continua a laborar até 1938, e entre esta data e 1960 não se tem conhecimento do seu historial, no entanto pensa-se que terá continuado a venda de água. Em 1960 tentam, por ordem da Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicas, uma nova ordem de licenciamento, no entanto o pedido nunca chegou a obter a respetiva autorização.

A água mineralizada, pura, leve e digestiva brotava na fonte ricamente decorada com o trabalho artístico do seu proprietário António Mateus dos Santos. Destaca-se pela sua decoração em estilo neomanuelino, com azulejos em alto-relevo, com representações de índios, fauna e flora, integrando-se no gosto artístico da época.

Possui um corpo avançado por três arcos conopiais que alternam com três arcos agudos que assentam em colunas com capitéis e fustes em espiral. Nas juntas dos arcos existem pequenas gárgulas com a forma de cabeças felinas. Na parte superior são, também, percetíveis medalhões com representação de caravelas, da Cruz de Cristo, da Esfera Armilar e outros elementos decorativos e revivalistas. A rematar esta arcaria, uma platibanda com pináculos espiralados. O primeiro arco conopial, do lado esquerdo é utilizado como pórtico a um escritório cuja fachada é decorada, na parte inferior, por albarradas. À casa das máquinas corresponde o arco conopial do lado oposto, onde encontramos um registo de azulejos: “Esta fonte das Piçarras / tem utilidade e graça / Esta entre três caminhos / E mata a sede a quem passa”.

Localização: Rua Nau Verde, Caneças

Nota: Em processo de reabilitação

 

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Igrejas

Igreja Matriz de Caneças / Igreja de São Pedro

Desconhecendo-se a data de construção da Capela, o documento datado de 1719, em que proíbe os bailes no alpendre da Capela permite fixa-la no Séc. XVIII. A capela foi destruída pelo terramoto de 1755. Com a sua reconstrução (1758), edificou-se uma nova capela-mor de maiores dimensões. Templo com uma arquitetura simples apresenta uma fachada singela com um janelão de arco de volta perfeita encimando o pórtico de linhas direitas. Na fachada principal destaca-se uma torre sineira com relógio. No seu interior a nave única tem 3 capelas: uma batismal transformada em local de devoção de vários Santos e duas capelas laterais que antecedem o arco triunfal com fecho marcado pelas insígnias do orago. Tem um púlpito e retábulo-mor, de estilo barroco.

Salienta-se ainda a existência de um coro-alto sustentado por duas colunas.

Localização: Largo Vieira Caldas, Caneças

 

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Igreja Matriz de Odivelas / Igreja do Santíssimo Nome de Jesus

Localizada perto do Mosteiro de S. Dinis, no núcleo antigo da cidade de Odivelas, é caraterizada como um dos templos mais sumptuosos do termo de Lisboa. A igreja matriz é um templo muito antigo, reconstruído nos finais do séc. XVII e beneficiado durante o séc. XVIII. Ao cimo da dupla escadaria seiscentista, de acesso à entrada do templo, encontra-se um cruzeiro datado de 1626. Do templo antigo resta uma pia quinhentista integrada na capela batismal, forrada de azulejos com cenas alusivas ao batismo de Cristo. A água benta encontra-se em duas pias estilo rocaille, em mármore rosa. Construção de uma só nave, apresenta um silhar de azulejos do Sec. XVIII, com cenas bíblicas. Os sete altares laterais são de talha dourada. A capela-mor é revestida de mármores policromos, tanto nas paredes como no teto, característica do século XVIII, decorada por várias pinturas, emolduradas por estuques representando temas como: “ Jesus ensinando no templo”, “ Fuga para o Egipto”, “ Circuncisão”, “ Anunciação”, “Visitação”, “Adoração” dos Pastores” “ Adoração dos magos” entre outras. Na sacristia, encontra-se um lavabo de mármore do período renascentista — 1573, com uma nau esculpida.

Imóvel de interesse Público.

Localização: Rua Alberto Monteiro, Odivelas

 

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Igreja Matriz da Póvoa de Santo Adrião

A Igreja Matriz localiza-se no núcleo urbano antigo da freguesia. Construção do século XVI destacando-se o pórtico frontal e a pia de água benta, em estilo manuelino. Planta longitudinal, composta de nave única e capela-mor retangular, com torre sineira no lado esquerdo do frontispício e no seu alinhamento. Sofreu alterações no séc. XVII e XVIII, visíveis no estilo da pintura e moldura entalhada do Altar das Dores, no relógio de sol datado de 1742, na capela-mor reconstruída no final do séc. XVIII. A nave da igreja é forrada com azulejos enxadrezados, de cor verde do Séc. XVII. A valiosa capela de Santo António, é forrada a azulejo do séc. XVII, policromo. O retábulo de talha simples e dourada, conserva pinturas sobre madeira figurando a Anunciação e a Ascensão. Na capela-mor, grandiosa pelos alçados, iluminação e decoração pictural, domina a grande tela de Pedro Alexandrino A Ceia, de 1802, e as telas dos Quatro Doutores da Igreja, também deste autor. Imóvel de interesse Nacional, pelo Dec. Nº.251/70.

Localização: Rua da Igreja Póvoa de Santo Adrião, Póvoa de Santo Adrião

 

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Igreja da Sagrada Família - Pontinha

A Igreja da Sagrada Família da Pontinha, construída entre 1951-1954, situa-se no Bairro Social Mário Madeira. A sua edificação integrou-se na política social do Estado Novo para a construção de Bairros de casas económicas.

O projeto da Igreja é do arquiteto Joaquim Cardoso Bento de Almeida (1918-1997). É um templo com uma espacialidade interior simples, de nave única, separada da capela-mor por um arco triunfal. A capela-mor é decorada por um painel, da autoria do pintor Domingos Rebelo (1891-1975), onde figura a Alegoria à Sagrada Família, pintura mural com uma representação de várias profissões numa alusão ao valor do trabalho e por este motivo constitui uma “Alegoria à Sagrada Família”, sendo também uma evocação do orago desta igreja.

Salienta-se o magnífico conjunto de vitrais, da autoria do pintor Júlio Pomar. O programa iconográfico executado pelo pintor para esta igreja consistiu em 12 vitrais distribuídos do seguinte modo: um circular na fachada principal com a Sagrada Família, dois arcanjos (S. Miguel e S. Rafael), para a capela-mor, e os restantes 9 painéis alusivos a santos para o corpo da igreja. Estas representações artísticas destacam-se por um realismo matizado de lirismo.

Localização: Bairro Social Dr. Mário Madeira, Pontinha.

 

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Jardim do Largo D. Dinis

Situado na zona histórica de Odivelas, é neste jardim que se localizam o Coreto e o Chafariz.

A data de construção do chafariz é de 1878.

A construção do coreto inicia-se em 1910 e termina em 1913, tendo sido feita com donativos da população da freguesia de Odivelas.

Historicamente, a localização dos coretos é no centro geográfico dos acontecimentos públicos, na praça junto à igreja, no centro da vila, no meio do jardim público. É nestes locais que após a procissão, o povo se encontra na festa e para ouvir as filarmónicas. Utilizados para discursar durante a época republicana, na zona saloia eram também utilizados em festas onde as bandas se alternavam a tocar.

O Coreto foi erguido primeiramente ao centro do Largo D. Dinis, no local hoje ocupado pela estátua da Raínha Santa, tendo sido transferido em 1951/1952 para onde se encontra.

Localização: Largo D. Dinis, Odivelas

 

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Largo D. Dinis

O Largo D. Dinis, terreiro do Mosteiro de São Dinis e São Bernardo, apresenta-se à cota da entrada no edifício conventual. A suportar o terraço existe um talude que define uma das frentes da rua de acesso ao casario implantado numa cota inferior.

O largo está agregado a uma das ruas que constituem o fuso, ou seja, um dos principais eixos de desenvolvimento da cidade.

Sensivelmente ao centro do referido Largo temos a estátua da Rainha Santa Isabel (1951), do escultor Álvaro Brée.

O jardim parte integrante do largo D. Dinis, junto ao Mosteiro São Dinis e São Bernardo data do Século. XIX.

A sua traça original foi sendo alterada ao longo deste período através da implantação, na década de 50 do Século XX, de elementos como o Chafariz (1878) e o Coreto (para a exibição, em lugar público, da Banda da Sociedade Musical Odivelense, 1913), que se encontravam no centro do Largo D. Dinis e das várias intervenções de reabilitação de que foi objeto.

Localização: Largo D. Dinis, Odivelas

 

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Largo Vieira Caldas

O Jardim do Largo Vieira Caldas data do Séc. XIX. Situado nesse período nos limites da povoação era denominado pelo povo de “Rossio”. É com a construção do Coreto em 1909 que se assume como o “centro” da Vila. A construção do Coreto teve como objetivo a exibição, num lugar público, da Banda da Sociedade Musical de Caneças.

Localização: Largo Vieira Caldas, Caneças

 

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Memorial de Odivelas

O Memorial (também conhecido por “cruzeiro”), situa-se no centro histórico de Odivelas, no local que foi a entrada do velho burgo, é uma das obras mais interessantes do Gótico em Portugal. Fica localizado a escassos duzentos metros do antigo Mosteiro, orientado no sentido Sudoeste-Nordeste, uma das faces voltadas para Lisboa, outra para o Mosteiro.

Monumento da época diocesana, é construído em calcário Lioz, extraído das pedreiras de Trigache – Famões. Compõe-se de três partes essenciais: base, dupla arcaria sobreposta e coroamento, organizadas em duas faces dominadas pela verticalidade. Na face Noroeste, o escudo português medieval, usado na Armaria até ao reinado de D. Fernando. Remata o monumento uma cruz, constituída por quatro semicírculos, formando um florão, semelhante a outros que aparecem em monumentos portugueses do séc. XIV.

A incerteza mantém-se quanto à sua origem e significado, pois as explicações dividem-se entre ter sido erguido para nele repousar o corpo de D. Dinis, falecido em 1325, no caminho que o levaria à igreja do Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, onde o seu túmulo o esperava, ou para D. João I ao ser transportado de Lisboa para o Mosteiro da Batalha, em 1433.

Ou ainda, tratar-se-ia de um padrão de couto demarcando limites territoriais na área jurisdicional do Mosteiro, ou um local de portagem, tendo objetivos fiscais de cobrança do imposto de barreira da coutada.

Monumento de interesse Nacional por Dec. de 16/06/1910 e Lei nº 50 de 01/03/1955.

Localização: Largo da Memória, Odivelas.

 

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Moinhos

Os moinhos de vento em Odivelas são um inestimável valor patrimonial concelhio que importa salvaguardar e valorizar, para que se perpetue a memória da atividade moageira regional, pilar importante da economia local nos séculos XVIII, XIX e primeira metade do século XX. Estão identificados e sistematizados 29 moinhos em todo o território de Odivelas. A situação física de cada testemunho é muito variável. Existem moinhos em ruína, abandonados, recuperados para habitação e três moinhos recuperados nas suas ancestrais funções, dois deles disponíveis para visitas orientadas. O moinho da Laureana, tutela municipal e o moinho das Covas, tutela da Escola Secundária da Ramada.

Moinho da Laureana

O Moinho da Laureana, localizado na União das Freguesias de Pontinha/ Famões, tem as primeiras referências escritas, nos livros de décimas do ano de 1763. É um testemunho molinológico que perdura desde o séc. XVIII e que recorda o percurso histórico da atividade moageira no Concelho de Odivelas. O Município de Odivelas procedeu à sua recuperação em 2001. Desde então tem sido objeto de inúmeras visitas (c. 10.000 visitantes) pela população interessada neste património, pelas escolas e também por especialistas nacionais e estrangeiros e investigadores na área da molinologia. Este moinho é um exemplar característico do sul de Portugal e insere-se na tipologia dos moinhos fixos de torre cilíndrica em alvenaria, com capelo amovível por meio de sarilho interior. É um moinho de um piso e loja.

Localização: Rua dos Moinhos, Jardim Gertrudes da Velha, Famões

Visitas: Visitas orientadas, de entrada livre, efetuam-se à 4ª feira das 10h00 às 12h00, mediante marcação prévia que deve ser efetuada para o endereço eletrónico cultura@cm-odivelas.pt ou para o telefone 219 320 800.

 

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Moinho das Covas

O Moinho das Covas, localiza-se no território da atual União de Freguesias de Caneças/Ramada, no recinto da Escola Secundária da Ramada. Construído em 1884 e recuperado integralmente em 1996, é um importante testemunho da atividade moageira existente no Concelho onde era predominante a cultura de diversos cereais e a sequente farinação. No espaço exterior do moinho, encontramos agora o chão em pedra de calçada antiga, e uma típica casa antiga de moleiro, com forno. No seu interior, foi recuperado o processo tecnológico original que permite a moagem tradicional. É composto por dois pisos e uma loja; a cada um dos pisos corresponde um casal de mós e, na loja, desenvolveram-se as tarefas de acondicionamento e venda da farinha.

Localização: Escola Secundária da Ramada, Bairro dos Bons Dias, Ramada.

Visitas: Para informações sobre visitas orientadas, contatar a Escola Secundária da Ramada pelo endereço eletrónicocexecutivo@esramada.ptou pelo telefone219 340 245

 

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Mosteiro de São Dinis e São Bernardo

Fundado por El-Rei D. Dinis, em finais do séc. XIII, (1295), na sua Quinta de Vale de Flores, em Odivelas, foi construído entre 1295 e 1305.

Várias hipóteses são apontadas para a sua edificação. Uma das razões apontadas encontra eco na lenda que narra o ataque de um urso, quando o monarca caçava perto de Beja. Em ação de graças por ter sobrevivido, terá prometido construir uma capela no Convento de São Francisco, em Beja e, depois, a edificação de um mosteiro cisterciense.

O Mosteiro foi doado às monjas Bernardas da Ordem de Cister.

De estilo Gótico Primitivo cisterciense, é edificado de acordo com o modelo estabelecido, pelo reformador da Ordem, São Bernardo de Claraval, Abade, Dr. da Igreja e mentor espiritual da Ordem de Cister.

O Mosteiro sofreu alterações significativas nos reinados de D. João IV (1604-1656) e D. João V (1706-1750), mas foi a reconstrução efetuada após o terramoto de 1755 que altera profundamente a traça primitiva do edifício, com a introdução do estilo neoclássico, quer na igreja, quer nos lanços do Claustro Novo.

Da primitiva construção restam a cabeceira da igreja, constituída pela capela-mor e duas capelas laterais.

No interior destacam-se os túmulos góticos: o de D. Dinis (primeiro exemplo português que introduz a monumentalidade na tumulária portuguesa. Data do séc. XIV e é um dos monumentos fúnebres mais belo do gótico português), e outro atribuído a um seu descendente.

O Mosteiro tem ainda dois claustros, o Principal (ou Claustro Novo, designação obtida após o terramoto de 1755), localizado entre a igreja e o refeitório, é constituído por duas naves de estilo neoclássico, posteriores ao terramoto de 1755. Nas naves meridional e ocidental, podemos ainda observar as ogivas sob uma cobertura reconstituída, denunciando a construção primitiva de estilo gótico. Percorre a galeria todo um silhar de azulejos policromadas do séc. XVII.

O Claustro da Moura, reconstruido nos finais do séc. XVII, é assim designado por ter ao centro uma fonte do séc. XVIII, encimada por uma figura de mulher com roupas mouriscas e turbante na cabeça que foi mandada edificar pela abadessa D. Luísa de Moura. Na galeria térrea, de arcos abatidos chanfrados, observam-se alguns capitéis góticos. A galeria superior, quinhentista, ocupa três lanços de claustro. A nordeste do claustro localizava-se a casa real de D. Dinis, que desmoronou em 1922.

Em 1888 o Mosteiro encerra definitivamente na sequência de um conjunto de legislação que põe fim às Ordens Religiosas. No ano de 1902, o Infante D. Afonso, irmão do Rei D. Carlos, funda o Instituto de Odivelas.

É Monumento Nacional por Dec. de 16/06/1910.

Localização: Largo D. Dinis, Odivelas

 

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O "Velho Mirante"

Edifício de arquitetura civil, do século XVIII, situado no centro da Freguesia da Pontinha é constituído por dois registos e planta trapezoidal. O primeiro registo, de aparelho rústico, ostenta um pórtico de arco da volta perfeita com um portão de ferro. No segundo registo está inserido um janelão de sacada com varandim de ferro forjado.

As fachadas laterais primam pela simplicidade arquitetónica de estilo neoclássico sendo o primeiro registo de aparelho rústico e o segundo uma janela centrada. Na fachada posterior destaca-se, no registo superior, dois vãos cegos em arco pleno ladeando um pequeno corpo avançado rematado por cunhais curvilíneos. Esta fachada é completada por uma platibanda que acompanha a volumetria do edifício.

Imóvel de Interesse Municipal, 2ª Reunião Ordinária de 26 de Janeiro de 2005 da Câmara Municipal de Odivelas.

Atualmente funciona como restaurante.

Localização: Rua de Santo Eloy, Pontinha

 

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Posto de Comando do MFA

O Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas, que funcionou no Regimento de Engenharia Nº 1 (Pontinha), nos dias 24, 25 e 26 de Abril de 1974, foi decisivo para o sucesso da Revolução dos Cravos, inscrevendo, assim, a Pontinha e o atual Concelho de Odivelas numa das mais emblemáticas páginas da História de Portugal do séc. XX. O Município de Odivelas em colaboração com o Regimento de Engenharia N.º 1, inauguraram, a 24 de Abril de 2001, o Núcleo Museológico do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. Este espaço museológico é composto por uma exposição de longa duração, duas salas de exposições temporárias e a sala onde funcionou o Posto de Comando. Dispõe ainda do auditório Capitães de Abril com capacidade para 80 pessoas, para a realização de congressos, conferências e debates.

Localização: QUARTEL DA PONTINHA | Av. do Regimento de Engenharia n.º 1 - 1675-103 Pontinha

Visitas: Visitas orientadas sujeitas a marcação prévia através do email cultura@cm-odivelas.pt ou por telefone: 21 9320800.


+ info: Posto de Comando do MFA

 

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Praça Dr. Manuel de Arriaga

Localizada no centro de Caneças (junto ao Largo Vieira Caldas), o jardim da Praça Dr. Manuel de Arriaga data da década de cinquenta do Séc. XX. Foi construída para a fruição dos canecenses e para receber os visitantes que ali se deslocavam em busca do contato com a natureza: a paisagem rural, os bons ares e a pureza das suas águas.

Localização: Largo Vieira Caldas, Caneças

 

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Quinta das Águas Férreas

Foi construída depois de 1755, chamando-se Quinta das Águas Livres. Parte de uma vasta área passou a propriedade de uma família de apelido Nazaret que tinha produção própria de vinhos e produzia energia através de gerador (pioneira na época) destinado a bombear água para o interior da zona morada, que era canalizada. Mais tarde, após divisão da propriedade, passa a chamar-se Quinta das Águas Férreas (o correspondente a menos de 1 hectare murado a toda a volta), constando da mesma a quinta e uma capela decorada a azulejo do séc. XVI, trazida de S. Sebastião de Guerreiros e ali montada.

A Quinta foi adquirida pela Câmara Municipal de Loures em 1984. Do recheio, da casa-mãe «ainda ficaram a mobília da casa de jantar, três grandes espelhos e um candeeiro» de enormes dimensões e de características únicas.

Localização: Vale Nogueira, Caneças.

Nota: Em processo de reabilitação

 

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Quinta da Memória

A Quinta da Memória, também conhecida por Casa do Arcebispo, é um dos monumentos arquitetónicos cujo estado e função atuais definem toda a linha orientadora do executivo para a requalificação/reabilitação e dotação de qualidade de vida para o concelho de Odivelas.

Esta quinta, cujas referências históricas permitem-nos viajar até aos séculos XVII e XVIII está intimamente ligada a um homem, D. Rodrigo de Moura Teles, figura notável da Igreja Católica neste período e que desempenhou vários cargos, dos quais se destacam ter sido membro do Conselho de Estado dos reis D. Pedro II e D. João V, tal como foi Arcebispo de Braga. A sua presença ainda é bem visível neste edifício, quer seja no brasão que encima o portão da entrada principal, representativo das armas que o identificavam, quer seja pela traça da construção representada nas janelas setecentistas.

A Quinta da Memória que deve o seu nome à proximidade física do Memorial de Odivelas recuperou a sua dignidade, após muitos anos de abandono. Aliás os registos históricos pouco revelam sobre quem ocupou esta construção de arquitetura solarenga do protobarroco português e a propriedade que em tempos se estendia por Odivelas, está hoje reduzida devido à pressão urbanística que caracterizou este território no século XX.

Com a instalação dos Paços do Concelho neste edifício, a Câmara Municipal de Odivelas reabilitou um espaço degradado e dotou-o de novas funções, devolvendo a Quinta da Memória a todos os habitantes do Concelho. Hoje em dia é um espaço público - o primeiro de um projeto de reabilitação global do centro histórico de Odivelas - e é nele que está instalado o Gabinete da Presidência, tal como a Assembleia Municipal, o Salão Nobre, um auditório, sala de exposições e é aqui que se faz, de igual modo, o atendimento de Relações Públicas.

 

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Quinta do Espírito Santo - Palacete do Século XVIII

O Palacete situado na rua Dr. Alexandre Braga, casa de férias da família de António Maria Bravo na segunda metade do séc. XIX, integrava a antiga que se estendia para norte até à rua da Fonte. Construção de um só corpo de planta retangular, com dois pisos e mansarda com lucarnas, a sua arquitetura denuncia as tendências do séc. XVIII em edificações civis, tendo sido objeto de remodelações durante o século XIX. No lado direito da fachada principal, localiza-se um portão de ferro forjado, sustentado por dois pilares em silharia fendida, encimados por urnas. Perante a fachada posterior desenvolve-se um pequeno jardim, de organização geométrica testemunhando a importância da natureza durante o período barroco.

É um espaço organizado, embora não monumental. Do conjunto destacam-se as duas fontes, uma de espaldar concheado, com azulejos representando um vaso de flores e a outra com motivos embrechados. No centro localiza-se o chafariz, em cantaria de calcário, de planta circular e muro e galbado. No interior do Palacete destacam-se as pinturas murais, revelando um programa decorativo inspirado em modelos neoclássicos, ainda que adaptado a vivências campestres, próprias do termo de Lisboa, de que a Natureza foi a principal fonte de inspiração.

Alguns investigadores admitiram a possibilidade destas pinturas serem da autoria do “Mestre Basalisa”.

Imóvel de Interesse Municipal desde 1996, Dec. N.º 2/96, DR 56 de 06 de Março de 1996

Localização: Rua Dr. Alexandre Braga, Odivelas

Nota: Em processo de reabilitação

 

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Quinta dos Sete Castelos

Localizada junto ao Largo Major Rosa Bastos, Póvoa de Sto. Adrião, a Quinta dos Sete Castelos é formada por um conjunto de casas da década de 1930, com características de vilas rústicas antigas, que confere aquela zona a beleza de um pequeno núcleo antigo, aprazível e a preservar enquanto memória e singularidade.

Localização: Quinta dos Sete Castelos, Póvoa de Santo Adrião

 

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Senhor Roubado

Denominado por Padrão do Senhor Roubado, o monumento, datado do séc. XVIII, situa-se entre a Rua do Senhor Roubado e a Rua Pedro Álvares Cabral, em Odivelas. Edificado entre 1744 e 1745, constitui-se como um símbolo expiatório do “sacrílego furto” ocorrido na Igreja Matriz de Odivelas. Ao tal largo se chama O Senhor Roubado, por causa de uma capella que ali está, da invocação de Senhor Roubado. A origem d´esta capella e do seu título, é a seguinte … Na noite de domingo para segunda feira, 10 para 11 de Maio de 1671 … são roubados objetos de culto da Igreja Matriz de Odivelas. O roubo é atribuído a António Ferreira, um trabalhador rural, que foi apanhado a roubar galinhas no Convento de Odivelas.

Encontraram no seu bolso uma cruz, de prata, que identificaram com sendo do remate do vaso sagrado furtado da igreja. Monumento arquitetónico de caráter religioso, desenhado, traçado e executado por Frei António dos Santos Prazeres, integra-se na arquitetura religiosa barroca.

Na face ocidental, uma parede revestida a azulejos monocromáticos, construídos provavelmente entre 1745 e 1747, pretendem contar através de azulejos a história de António Ferreira em doze quadros ou painéis historiados, cada um composto por 72 azulejos, com legenda explicativa sobre o roubo.

Localização: Rua Pedro Álvares Cabral/Rua do Sr. Roubado, Odivelas.

 

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Vilas operárias no Olival Basto

A Revolução Industrial em fins do séc. XIX e a consequente necessidade de mão-de-obra provocou a vinda para Lisboa de muitas famílias originárias do interior norte e sul de Portugal. Este movimento populacional e a não existência de condições de alojamento, provocou a imperiosa necessidade de constriur habitações.

Para dar resposta a esta nova realidade foram construídas em toda a área da Grande Lisboa, várias vilas operárias - habitação social - bairros de casas quase sempre edificados segundo a mesma tipologia.

Em Olival Basto foram edificadas cinco vilas operárias, das quais quatro ainda mantêm algumas das suas características: a Vila Carinhas, Vila Gordicho, a Vila Nova de Carriche a e Vila Amália.

Esta última, a maior das vilas operárias de Olival Basto, tem vinte e duas habitações, todas de piso térreo e com telheiro à entrada, elemento distintivo das demais. Foi nesta vila que se instalou a primeira escola desta povoação.

Localização: Rua Angola, Olival Basto

 

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