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D. Francisca de Sousa destacou-se pelo manuseamento de espécimes naturais e da sua aplicação medicinal.
O Mosteiro de Odivelas, tal como as demais comunidades religiosas, possuiu espaços dedicados à saúde, como a enfermaria, a botica e a hospedaria. A botica, de acordo com a planta de finais do século XIX de Borges de Figueiredo, localizava-se no piso térreo do Claustro da Moura, junto da enfermaria, da adega e da celeira.
Há referência, em 1676, à organização de uma botica por D. Francisca de Sousa, monja enfermeira que professou em 1674, com 27 anos, proveniente da cidade da Bahia de Todos Os Santos, no Brasil, com conhecimento de manuseamento de espécimes naturais e da sua aplicação medicinal.
Nesta época, era através do cultivo de plantas e ervas medicinais no horto monástico que se extraíam os ingredientes utilizados para os remédios e ‘mezinhas’, sendo a botica o local onde eram armazenadas estas espécies de plantas, de forma cuidada e organizada.
Na porta da cozinha da botica existia uma inscrição, onde se podia ler:
“ESTA OBRA MANDOV FAZER DO
NA FRCA DE SOVZA SENDO EMFERMEIRA
ERA 1676”