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Local de culto junto à Igreja do Mosteiro de Odivelas foi construído em 1425, em homenagem à rainha.
Na sequência dos estudos em curso sobre a história do Mosteiro de Odivelas, monumento com mais de sete séculos de existência, destaca-se um documento que revela pormenores da instituição da Capela D. Filipa de Lencastre, eternizada em 1425 com este local de culto em sua memória.
Em 1415, o surto de peste negra que assolava Lisboa atingiu a monarca obrigando a família real a refugiar-se em Sacavém e depois no Mosteiro de Odivelas, enquanto a conquista de Ceuta estava a ser preparada. A rainha acabou por falecer a 19 de julho, sendo inicialmente sepultada no antecoro da Igreja do Mosteiro e, passados quinze meses, trasladada para o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, por ordem do Rei D. João I.
A 14 de maio de 1425, o Infante D. Pedro chega a acordo com o Abade de Alcobaça, D. Fernando de Quental, para que fosse designado um monge para cantar no Mosteiro de Odivelas pela alma de sua mãe, pelo preço de quarenta coroas de ouro. A capela foi instituída no mês seguinte, na porta lateral da Igreja do Mosteiro, para se rezar por D. Filipa de Lencastre: “as oras canonjcas e dizer sua missa no altar que pera esto sera ordenado”.
Imagem: “Arquivo Nacional Torre do Tombo, Gaveta 16, mç. 1, n.º 5.”