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Rubrica mensal destaca, desta vez, a Fonte das Fontainhas.
A rubrica “Objeto do Mês” destaca, em maio, a Fonte das Fontainhas, ex-libris da história de Caneças por ter sido pioneira na industrialização e comercialização da venda da água de Caneças.
As propriedades da água desta fonte constituíram a razão do sucesso para a sua venda nas típicas bilhas de barro. A qualidade da água das Fontainhas distinguia-se pela sua ação diurética e digestiva.
Segundo uma revista da época, as análises rigorosas realizadas indicaram estas águas como revigorantes que regeneravam “o sangue e a linfa” e fortaleciam “o organismo depauperado”.
No início da década de 20 do século XX, Augusto Dias da Silva industrializou a venda da água da Fonte das Fontainhas, criando depósitos em Lisboa, no Campo Grande e Lumiar, onde distribuía água ao domicílio em camionetas.
O desenvolvimento desta atividade atraiu os habitantes e implicou, simultaneamente, o controlo do processo pelas autarquias, desde o enchimento das bilhas à sua comercialização, destacando-se a criação do selo metálico para garantir a qualidade e a proveniência da água junto dos consumidores.