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Inauguração da exposição: 29 de maio às 19h00
A Câmara Municipal de Odivelas presta homenagem a Vítor Fortes com um programa que enaltece uma das figuras relevantes da arte portuguesa do final do século XX, cuja vida ficou marcada pelo contraste entre o sucesso internacional e o isolamento voluntário e enigmático.
Programa:
Vítor Fortes (1943–2024) foi escriturário no Metro de Lisboa antes de se tornar bolseiro da Fundação Gulbenkian, que lhe permitiu estudar em Londres e trabalhar em Paris. Expôs os seus trabalhos individualmente em Portugal e participou em exposições coletivas por todo o mundo, incluindo cidades como Nova Iorque, Tóquio, Paris e Londres. No início dos anos 80, no auge do reconhecimento, o artista decidiu "desaparecer", afastando-se dos amigos, galeristas e pares.
Viveu as últimas quatro décadas de forma anónima e solitária na Póvoa de Santo Adrião. Com base nos registos da Galeria 111 e no espólio à guarda da Cáritas (a quem deixou o seu legado artístico), os últimos trabalhos do pintor, produzidos antes e durante o seu longo período de isolamento, são descritos como uma extensão física e visual do seu estado de espírito: a solidão.
O conjunto de trabalhos deixado à Cáritas Diocesana de Lisboa pelo artista é considerado um capítulo em falta na arte contemporânea portuguesa. Ao aceitar este património após a sua morte, a Cáritas assumiu a missão de não gerir apenas os bens, mas de "resgatar" a história de solidão do artista, sensibilizando o público para a temática do isolamento que afeta milhares de pessoas nos centros urbanos.
Das obras em exposição no CEO, patentes ao público até 8 de novembro, farão parte as coleções Solidão, Miragem e Vulneráveis, e ainda um conjunto de aguarelas.
Parceiros:
Contacto: Centro de Exposições de Odivelas
10h00 às 23h00
Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.
Evento sujeito a recolha de imagens e divulgação nos diversos suportes de comunicação da CMO