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A aquisição da Fonte das Piçarras foi iniciada em 1891 por António Mateus dos Santos, cujo processo de aforamento foi concluído através da escritura lavrada em 5 de setembro de 1903.
O início da exploração e venda da água da fonte ocorreu três décadas depois, através da autorização emitida pela Portaria da Direção Geral de Minas de Serviços Geológicos, datada de 15 de maio de 1933. A água mineralizada, pura, leve e digestiva brotava na fonte ricamente decorada com o trabalho artístico do seu proprietário António Mateus dos Santos. A sua fachada em estilo neomanuelino, construída entre 1933 e 1935, distingue-se das restantes fontes de Caneças pela sua originalidade.
Na parte superior são percetíveis medalhões com representação de caravelas, da Cruz de Cristo, da Esfera Armilar e outros elementos decorativos e revivalistas. Possui três arcos, sendo que o primeiro arco do lado esquerdo era utilizado como entrada para o escritório da Fonte. O arco do lado oposto dava acesso à casa das máquinas. No seu interior destaca-se um painel azulejar com a inscrição: “Esta fonte das Piçarras / tem utilidade e graça / Está entre três caminhos / E mata a sede a quem passa”.
Em agosto de 2011 o Município de Odivelas adquiriu a Fonte das Piçarras com vista à conservação e restauro da própria fonte e à construção do Centro Interpretativo das Águas de Caneças (CIAC), o qual tem como principais objetivos a preservação e a divulgação do património histórico das águas de Caneças e a forma como este influenciou os usos e costumes da comunidade local, bem como sensibilizar para as problemáticas relacionadas com a importância da água e a sua sustentabilidade.
Rua do Pinhal Verde, n.º 2, Caneças