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O Palacete situado na rua Dr. Alexandre Braga, casa de férias da família de António Maria Bravo na segunda metade do século XIX, integrava a antiga Quinta do Espírito Santo que se estendia para norte até à rua da Fonte. Construção de um só corpo de planta retangular, com dois pisos e mansarda com lucarnas, a sua arquitetura denuncia as tendências do século XVIII em edificações civis, tendo sido objeto de remodelações durante o século XIX.
No lado direito da fachada principal, localiza-se um portão de ferro forjado, sustentado por dois pilares em silharia fendida, encimados por urnas. Perante a fachada posterior desenvolve-se um pequeno jardim, de organização geométrica testemunhando a importância da natureza durante o período barroco. É um espaço organizado, embora não monumental. Do conjunto destacam-se as duas fontes, uma de espaldar concheado, com azulejos representando um vaso de flores e a outra com motivos embrechados. No centro localiza-se o chafariz, em cantaria de calcário, de planta circular e muro e galbado. No interior do Palacete destacam-se as pinturas murais, revelando um programa decorativo inspirado em modelos neoclássicos, ainda que adaptado a vivências campestres, próprias do termo de Lisboa, de que a Natureza foi a principal fonte de inspiração.
Alguns investigadores admitiram a possibilidade destas pinturas serem da autoria do Mestre Basalisa. Em fevereiro de 2023 foi inaugurado o novo espaço resultante da obra de reabilitação da Quinta do Espírito Santo, que foi alvo de um longo processo de reabilitação arquitetónica e estrutural, abrangendo também a recuperação do jardim e as respetivas fontes.
É Imóvel de Interesse Municipal pelo Decreto n.º 2/96 de 06-03-1996.
Rua Dr. Alexandre Braga, Odivelas